O Ano Novo traz algumas mudanças e uma delas é o encerramento deste espaço.
Este projecto teve início há uns anos quando, após uma mudança radical na minha vida, tive uma necessidade enorme de voltar a escrever.
Sempre me fez bem. É uma forma de sair de mim e ver as coisas de outra perspectiva. Nunca tive um diário, mas qualquer papelinho ou guardanapo num café servia para expor o que me passou pela cabeça no momento. Era como tirar uma fotografia a algo que acabara de ver, que é o que se faz hoje muito graças à facilidade com que se tem uma máquina à mão. Caramba, eu cheguei a escrever em cartões onde embalam camisas por não ter onde escrever!
Agora a necessidade passou e creio que a vontade também. Começo a criar textos na minha cabeça ou escrevo-as no caderninho que anda sempre comigo, mas quando me sento ao computador para compor, a vontade passa. É como um bloqueio.
E para evitar bloqueios, este texto foi escrito no telemóvel durante a viagem de comboio para o trabalho. É algo que já tinha que ser feito e andava a procastinar.
A Ti Coelha vai-se dedicar às outras coisas que gosta de fazer e que "saem" sem esforço.
Não me apetece contar mais histórias, apetece-me só vivê-las.
Obrigada a todos os que por cá passaram. Sem muitos de vocês, muitas estórias não teriam acontecido.
A Toca da Coelho
Esta é a minha toca, o meu canto, o meu refúgio. Aqui dou largas à imaginação, conto estórias do dia-a-dia, partilho textos e poemas de outros autores. É bem vindo quem vier por bem e se gostar comente, deixe a sua pegada no "Guestbook" e volte mais vezes.
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A Toca vai encerrar.
Publicado: 2013-01-10 às 09:50
Feliz Ano Novo!!
Publicado: 2012-12-31 às 12:42
O ano de 2012 foi. . . bom, nem sei dizer bem o que foi. Apetece-me dizer que foi um ano de reflexão. . . ou melhor, para reflectir.
Foi, sobretudo, revelador.
Fiz novos amigos, mantive os velhos.
Fui surpreendida pela positiva e pela negativa, por uns e por outros.
Comprovei mais uma vez que os livros não se avaliam pelas capas e, neste momento, há alguns que leio sofregamente, linha a linha, sem querer saltar para o final, pois estão a ser uma viagem incrível.
Olhando para trás vejo tantas coisas que não consigo explicar ou descrever. Apetece-me apenas olhá-las, contemplá-las, apreciá-las. . . e acarinhar as coisas boas e evitar entristecer-me com as que me revoltaram.
Que o ano de 2013 seja melhor que o de 2012.
Sobrevivemos (mais uma vez) ao fim do mundo, que mal maior poderá acontecer?
Façam exercício, vão para a rua, brinquem com os miúdos e brinquem com os amigos como se voltassem à infância!
Deixem o sol aquecer-vos a alma e a chuva salpicar-vos um pouco!
Metam os pés descalços no mar, no rio e sintam a areia a mexer-se sob os pés!
Leiam mais livros e menos revistas cor-de-rosa!
Vão a exposições, ao teatro, ao cinema, cultivem-se! Saiam de casa!
Aprendam um hobbie!
Mantenham os amigos e a familia sempre por perto, à distância de um batimento do coração.
Digam. . . Gosto muito de ti!
Digam. . . Adoro-te!
Digam. . . Amo-te!
Não digam porque é bonito ou parece bem. Sintam! Mostrem!
E vivam felizes!
Não sabemos onde estamos amanhã, por isso, como dizia António Feyo,"não deixem nada por dizer".
E nas palavras de Raul Solnado. "Façam o favor de serem Felizes"
FELIZ 2013!!
Foi, sobretudo, revelador.
Fiz novos amigos, mantive os velhos.
Fui surpreendida pela positiva e pela negativa, por uns e por outros.
Comprovei mais uma vez que os livros não se avaliam pelas capas e, neste momento, há alguns que leio sofregamente, linha a linha, sem querer saltar para o final, pois estão a ser uma viagem incrível.
Olhando para trás vejo tantas coisas que não consigo explicar ou descrever. Apetece-me apenas olhá-las, contemplá-las, apreciá-las. . . e acarinhar as coisas boas e evitar entristecer-me com as que me revoltaram.
Que o ano de 2013 seja melhor que o de 2012.
Sobrevivemos (mais uma vez) ao fim do mundo, que mal maior poderá acontecer?
Façam exercício, vão para a rua, brinquem com os miúdos e brinquem com os amigos como se voltassem à infância!
Deixem o sol aquecer-vos a alma e a chuva salpicar-vos um pouco!
Metam os pés descalços no mar, no rio e sintam a areia a mexer-se sob os pés!
Leiam mais livros e menos revistas cor-de-rosa!
Vão a exposições, ao teatro, ao cinema, cultivem-se! Saiam de casa!
Aprendam um hobbie!
Mantenham os amigos e a familia sempre por perto, à distância de um batimento do coração.
Digam. . . Gosto muito de ti!
Digam. . . Adoro-te!
Digam. . . Amo-te!
Não digam porque é bonito ou parece bem. Sintam! Mostrem!
E vivam felizes!
Não sabemos onde estamos amanhã, por isso, como dizia António Feyo,"não deixem nada por dizer".
E nas palavras de Raul Solnado. "Façam o favor de serem Felizes"
FELIZ 2013!!
Perdeu-se oportunidade para estar calado!
Publicado: 2012-12-08 às 20:32
Hoje, a previsão da Maya para o meu signo, dizia assim:
GÉMEOS: Não arranje complicações por pouco; está com vontade de implicar ou de testar sentimentos.
Eu? Tomara eu que não impliquem comigo! Hoje ia sendo passada a ferro num centro comercial e estava desejosa de chegar a casa e descansar. Claro que, com uma previsão destas, o meu dia não ia continuar sem uma situação caricata qualquer.
Ora desde que ando de muletas que ocupo sempre no comboio o lugarzinho à janela num dos dois lugares junto às portas reservado para pessoas em condições especiais (grávidas, idosos, crianças ao colo, etc. ). Ponho a muleta (já ando só com uma!!) do meu lado esquerdo, junto à janela, não empato ninguém nem ninguém me empata.
Esta tarde, entra na carruagem um senhor já com muita neve na serra e com sacos de compras nas mãos, vem directo a mim a rir (feito parvo) e sai-se com esta pérola:
- "AHAHAHAH!" - Sim, vinha mesmo a rir e a falar muito alto - "Olhe que estes lugares são para velhos e grávidas! Ahahah!!! A senhora está grávida??"
Fiquei estarrecida a pensar se estava a ouvir bem enquanto toda a gente ali à volta olhava para ver o que se estava a passar.
Passaram-me meia-dúzia de respostas pela cabeça, cada uma "melhor" que a outra, mas lembrando-me da recomendação do signo, limitei-me a levantar a muleta e dizer ao "distinto" num tom de voz um pouco mais alto que o normal, mas sem gritar:
- "O senhor acha que isto é um acessório de moda?"
Arregalou os olhos, mas, parvo, continuou a rir.
- "Ahahahah!! Desculpe, não vi a muleta, eu estava a brincar e. . . "
Interrompi-o:
- "E quanto ao estar grávida. . . olhe, não tenho a certeza!" - Embaraço por embaraço. . .
O tom de voz do senhor começou a baixar.
- ". . . aham!! Eu estava a brincar. . . é que isto são lugares. . . *cof*, *cof*. . . hum. . . ahah. . . ah. . . "
Grande problema este de a lingua ser mais rápida que o cérebro!
Assim se perdem oportunidades para se estar calado!
GÉMEOS: Não arranje complicações por pouco; está com vontade de implicar ou de testar sentimentos.
Eu? Tomara eu que não impliquem comigo! Hoje ia sendo passada a ferro num centro comercial e estava desejosa de chegar a casa e descansar. Claro que, com uma previsão destas, o meu dia não ia continuar sem uma situação caricata qualquer.
Ora desde que ando de muletas que ocupo sempre no comboio o lugarzinho à janela num dos dois lugares junto às portas reservado para pessoas em condições especiais (grávidas, idosos, crianças ao colo, etc. ). Ponho a muleta (já ando só com uma!!) do meu lado esquerdo, junto à janela, não empato ninguém nem ninguém me empata.
Esta tarde, entra na carruagem um senhor já com muita neve na serra e com sacos de compras nas mãos, vem directo a mim a rir (feito parvo) e sai-se com esta pérola:
- "AHAHAHAH!" - Sim, vinha mesmo a rir e a falar muito alto - "Olhe que estes lugares são para velhos e grávidas! Ahahah!!! A senhora está grávida??"
Fiquei estarrecida a pensar se estava a ouvir bem enquanto toda a gente ali à volta olhava para ver o que se estava a passar.
Passaram-me meia-dúzia de respostas pela cabeça, cada uma "melhor" que a outra, mas lembrando-me da recomendação do signo, limitei-me a levantar a muleta e dizer ao "distinto" num tom de voz um pouco mais alto que o normal, mas sem gritar:
- "O senhor acha que isto é um acessório de moda?"
Arregalou os olhos, mas, parvo, continuou a rir.
- "Ahahahah!! Desculpe, não vi a muleta, eu estava a brincar e. . . "
Interrompi-o:
- "E quanto ao estar grávida. . . olhe, não tenho a certeza!" - Embaraço por embaraço. . .
O tom de voz do senhor começou a baixar.
- ". . . aham!! Eu estava a brincar. . . é que isto são lugares. . . *cof*, *cof*. . . hum. . . ahah. . . ah. . . "
Grande problema este de a lingua ser mais rápida que o cérebro!
Assim se perdem oportunidades para se estar calado!
Um inexplicável estado de felicidade
Publicado: 2012-12-04 às 16:46
Já se sentiram assim?
De sorrir à mínima coisa, de querer abraçar alguém com tanta força como se a quisessem guardar dentro de vocês?
De sentir uma leveza no corpo e na alma que dá vontade de correr e voar, uma sensação única de viver apenas provocada pela chuva a bater na cara?
"Ah, isso é Amor!", dirão.
Talvez! Quem sabe, uma paixão assolapada por aquela miúda de olhos castanhos matizados e cabelos compridos encaracolados que lhe caem pelos ombros em canudos, aparelho nos dentes e covinhas nas bochechas, que todos os dias de manhã me devolve o olhar ensonado ao espelho.
"Ah, narcisista!", apontarão agora.
Ahahah!, rio-me eu para vocês!
Não! Apenas muito bem disposta e com vontade de brincar.
Feliz por estar feliz ou por querer contagiar alguém que precisa de um estado maior de felicidade.
Feliz pelos amigos que adoro e que agradeço aos Céus por tê-los na minha vida.
Feliz. . . . porque sim
E não, não tive um aumento (nem sequer de trabalho), não tive boas noticias, não tive más noticias. . . na verdade, não aconteceu nada de especial.
Estou apenas num estado inexplicável de felicidade e boa disposição.
E quando é assim. . .
. . . partilha-se!
Pode ser que contagie. . . !
De sorrir à mínima coisa, de querer abraçar alguém com tanta força como se a quisessem guardar dentro de vocês?
De sentir uma leveza no corpo e na alma que dá vontade de correr e voar, uma sensação única de viver apenas provocada pela chuva a bater na cara?
"Ah, isso é Amor!", dirão.
Talvez! Quem sabe, uma paixão assolapada por aquela miúda de olhos castanhos matizados e cabelos compridos encaracolados que lhe caem pelos ombros em canudos, aparelho nos dentes e covinhas nas bochechas, que todos os dias de manhã me devolve o olhar ensonado ao espelho.
"Ah, narcisista!", apontarão agora.
Ahahah!, rio-me eu para vocês!
Não! Apenas muito bem disposta e com vontade de brincar.
Feliz por estar feliz ou por querer contagiar alguém que precisa de um estado maior de felicidade.
Feliz pelos amigos que adoro e que agradeço aos Céus por tê-los na minha vida.
Feliz. . . . porque sim
E não, não tive um aumento (nem sequer de trabalho), não tive boas noticias, não tive más noticias. . . na verdade, não aconteceu nada de especial.
Estou apenas num estado inexplicável de felicidade e boa disposição.
E quando é assim. . .
. . . partilha-se!
Pode ser que contagie. . . !
O elefante na sala
Publicado: 2012-11-25 às 18:30
Entrei, distraída, completamente alheada do que está à minha volta.
Fui contra o elefante que está na sala, digo "desculpe, minha senhora", dei um beijo e um abraço na criança e dirigi-me a um canto para pousar a mala.
Uma célulazinha nervosa no meu cérebro lançou um very-light e apercebi-me que algo estava diferente. O beijo e o abraço que me foi retribuído foi algo tenso. Não é normal.
Olhei para trás e notei algo de estranho na sala e na criança. Não me quer perguntar porque estou a olhá-la assim, mas não sabe como há-de continuar a disfarçar.
Está um elefante na sala.
Não é muito grande, nem a criança é muito pequena, mas dá-se bem pela presença de ambos.
- O que tens atrás de ti? - perguntei.
Passaram-lhe 12 tons de azul pela cara enquanto cresceu 2cm nas pontas dos pés e diz "nada"!
Atrás dela, o elefante mexe as orelhas, fazendo parecer que a criança tem asas nas costas e querem levantar vôo. Tentei disfarçar o sorriso, mas ela topou-me.
- O que foi?? - Disparou com ar zangado e desafiador. É óbvio que não quer falar do elefante que já não consegue esconder e alinho na brincadeira.
- Nada. - Respondi, sentando-me no sofá e pegando num livro.
Torceu os dedos das mãos uns nos outros, nervosa.
- É um candeeiro. . .
Cerrei os maxilares com força para não desatar a rir.
- Ah, muito bem. - Disse eu. - Queres que te leia uma história? Já que temos luz mesmo aqui ao pé. . .
Aninhou-se no sofá, com a cabeça nas minhas pernas, fazendo-as de almofada.
Estivemos ali algum tempo. Às vezes interrompia-me a leitura para fazer perguntas ou interrompia eu para lhe mostrar as figuras no livro. Enquanto isso, o elefante prestava-se à sua função de candeeiro.
Acabei a história. Estava na hora de ir para casa.
Dei um beijo e um abraço na criança, que mos retribuiu da forma calorosa a que me tinha habituado. À saída, passei a mão pelo lombo do elefante, que agora estava disfarçado de centro de mesa.
A criança sorriu. Percebeu que não tenho medo de elefantes. Pode ser que um dia me fale sobre ele.
Afinal, nem a criança é criança, nem o elefante se conseguirá manter escondido muito tempo
Fui contra o elefante que está na sala, digo "desculpe, minha senhora", dei um beijo e um abraço na criança e dirigi-me a um canto para pousar a mala.
Uma célulazinha nervosa no meu cérebro lançou um very-light e apercebi-me que algo estava diferente. O beijo e o abraço que me foi retribuído foi algo tenso. Não é normal.
Olhei para trás e notei algo de estranho na sala e na criança. Não me quer perguntar porque estou a olhá-la assim, mas não sabe como há-de continuar a disfarçar.
Está um elefante na sala.
Não é muito grande, nem a criança é muito pequena, mas dá-se bem pela presença de ambos.
- O que tens atrás de ti? - perguntei.
Passaram-lhe 12 tons de azul pela cara enquanto cresceu 2cm nas pontas dos pés e diz "nada"!
Atrás dela, o elefante mexe as orelhas, fazendo parecer que a criança tem asas nas costas e querem levantar vôo. Tentei disfarçar o sorriso, mas ela topou-me.
- O que foi?? - Disparou com ar zangado e desafiador. É óbvio que não quer falar do elefante que já não consegue esconder e alinho na brincadeira.
- Nada. - Respondi, sentando-me no sofá e pegando num livro.
Torceu os dedos das mãos uns nos outros, nervosa.
- É um candeeiro. . .
Cerrei os maxilares com força para não desatar a rir.
- Ah, muito bem. - Disse eu. - Queres que te leia uma história? Já que temos luz mesmo aqui ao pé. . .
Aninhou-se no sofá, com a cabeça nas minhas pernas, fazendo-as de almofada.
Estivemos ali algum tempo. Às vezes interrompia-me a leitura para fazer perguntas ou interrompia eu para lhe mostrar as figuras no livro. Enquanto isso, o elefante prestava-se à sua função de candeeiro.
Acabei a história. Estava na hora de ir para casa.
Dei um beijo e um abraço na criança, que mos retribuiu da forma calorosa a que me tinha habituado. À saída, passei a mão pelo lombo do elefante, que agora estava disfarçado de centro de mesa.
A criança sorriu. Percebeu que não tenho medo de elefantes. Pode ser que um dia me fale sobre ele.
Afinal, nem a criança é criança, nem o elefante se conseguirá manter escondido muito tempo
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