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SONETO EM DOR MAIOR
(Patrícia Neme)
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O amor que eu me desejo, tem cheiro de alvorada,
tem cor de lua cheia, nas brisas de jasmim. . .
Amor que me incendeia nos sons da madrugada
e tece com estrelas, os sonhos que há em mim.
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O amor que eu tanto espero, tem boca apaixonada,
seu coração galopa por meu começo e fim;
me entrega seus silêncios, su?alma desnudada. . .
É beija-flor imerso, na flor do meu jardim!
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O amor dos meus cantares, de rimas passionais,
é puro qual o orvalho, tão vasto quanto o mar,
não anda por atalhos, seu rumo é só me amar.
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Que venha em vôo breve, dos céus dos imortais,
e então a vida eu sinta, com todo o seu ardor. . .
E olvide a Dor Maior, que jurei, fosse o amor!
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Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
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Sons de sonetos
Sonetos de autores diversos.
| URL (Endereço): | http://sonsdesonetos.blogspot.com | Visitas / Hits: | 7 / 147 |
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Últimos posts neste blog:
Soneto em Dor Maior
Publicado: 2010-07-14 às 03:17
A Redenção de Narciso
Publicado: 2009-11-23 às 21:19
(Narcissus - Marion McConaghie)
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A REDENÇÃO DE NARCISO
(André L. Soares)
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Tentei tornar mais forte o coração,
fazê-lo solo agreste, embrutecido,
que resistisse a tudo, enquanto vivo,
preso à certeza pobre da razão.
.
Assim buscando, fiz-me solidão,
somente tendo em mim gentil abrigo.
Pensava ser o muito que preciso;. . .
até que, sábia, a vida disse: ? Não!
.
E eu sucumbi à graça do sorriso;
pus meu destino incerto nas tuas mãos;
provei do amor ? o gosto era perfeito.
.
Agora vejo um mundo mais bonito:
não quero nada menos que a paixão;
nem busco o vil carinho dos espelhos.
.
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Leia também:
Alma de Poesia /Gritos Verticais /Natureza Poética /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
feed
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A REDENÇÃO DE NARCISO
(André L. Soares)
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Tentei tornar mais forte o coração,
fazê-lo solo agreste, embrutecido,
que resistisse a tudo, enquanto vivo,
preso à certeza pobre da razão.
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Assim buscando, fiz-me solidão,
somente tendo em mim gentil abrigo.
Pensava ser o muito que preciso;. . .
até que, sábia, a vida disse: ? Não!
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E eu sucumbi à graça do sorriso;
pus meu destino incerto nas tuas mãos;
provei do amor ? o gosto era perfeito.
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Agora vejo um mundo mais bonito:
não quero nada menos que a paixão;
nem busco o vil carinho dos espelhos.
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Para Mercedes Sosa
Publicado: 2009-10-12 às 22:12
(Foto: André L. Soares)
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PARA MERCEDES SOSA
(André L. Soares)
.
Trouxeste luz, ao sul do continente
e, de repente, nós,. . . povos estanques,
éramos bravos, bons, belos gigantes
e muito maior o amor por nossa gente.
.
Soltaste a voz, quebrando a dor silente,
então nos vimos, bem melhor que antes:
milhões de irmãos, somando suor e sangue,
atrás do sonho,. . . passo firme, em frente.
.
Foste o clamor dos pobres deste solo
e também diva, lírica da ética,. . .
estrela-guia dos poetas mais audazes.
.
Hoje partiste, sem culpa e sem dolo,
pássaro livre,. . . flor e mãe da América,
agora, enfim, só vais cantar pros deuses!
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Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
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PARA MERCEDES SOSA
(André L. Soares)
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Trouxeste luz, ao sul do continente
e, de repente, nós,. . . povos estanques,
éramos bravos, bons, belos gigantes
e muito maior o amor por nossa gente.
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Soltaste a voz, quebrando a dor silente,
então nos vimos, bem melhor que antes:
milhões de irmãos, somando suor e sangue,
atrás do sonho,. . . passo firme, em frente.
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Foste o clamor dos pobres deste solo
e também diva, lírica da ética,. . .
estrela-guia dos poetas mais audazes.
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Hoje partiste, sem culpa e sem dolo,
pássaro livre,. . . flor e mãe da América,
agora, enfim, só vais cantar pros deuses!
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Engano
Publicado: 2009-06-23 às 22:05
(Foto: André L. Soares)
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ENGANO
(Patrícia Neme)
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Eu te percebo em vôo errante e vago,
cortejas flores, rondas os canteiros.
Perdido em cores, bebes, trago a trago,
orvalho e néctar, vãos e derradeiros.
.
Beijas a rosa, no cravo um afago. . .
Mas teus carinhos não são verdadeiros.
Teu rastro fala de dor e de estrago,
dos sonhos mortos. . . Todos passageiros!
.
Teus passos são volúveis, causam dano,
motivam pranto, angústia, desengano,
desfolhas vidas, sem pena, sem dó.
.
Tanta aridez. . . O que é do meu jardim?
Eu me pergunto, o que será de mim. . .
Assim tão triste, machucada e só!
.
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Para ler mais poemas dessa artista, visite:
Patrícia Neme
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ENGANO
(Patrícia Neme)
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Eu te percebo em vôo errante e vago,
cortejas flores, rondas os canteiros.
Perdido em cores, bebes, trago a trago,
orvalho e néctar, vãos e derradeiros.
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Beijas a rosa, no cravo um afago. . .
Mas teus carinhos não são verdadeiros.
Teu rastro fala de dor e de estrago,
dos sonhos mortos. . . Todos passageiros!
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Teus passos são volúveis, causam dano,
motivam pranto, angústia, desengano,
desfolhas vidas, sem pena, sem dó.
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Tanta aridez. . . O que é do meu jardim?
Eu me pergunto, o que será de mim. . .
Assim tão triste, machucada e só!
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Para ler mais poemas dessa artista, visite:
Patrícia Neme
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Trabalha à Dor
Publicado: 2009-05-01 às 23:12
(Foto: André L. Soares)
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TRABALHA À DOR
(André L. Soares)
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Muita coragem tem toda essa gente
que marcha firme, dia-a-dia pro trabalho;
é nosso orgulho: classe de operários,
pelas cidades, pelos campos,. . . sempre!
.
Há que ter força pra seguir em frente
sob a pressão infinita dos horários;
comendo a seco o pão dos proletários,
nessa marmita com batatas-quentes.
.
E se o Gigante é injusto com seus filhos
(matando à míngua o povo que batalha),. . .
em prol de quem explora o santo suor,
.
não tardará a justiça do oprimido,
a nos livrar, por fim, desses canalhas;. . .
. . . e quem trabalha vai ter mais valor!
.
.
.
.
.
Dedicado a todos os trabalhadores do Brasil e, em especial, a Augusto Boal e a Paulo Freire, operários da Arte e da Educação que, respectivamente, colocaram seu teatro e sua pedagogia a serviço da conscientização das massas, buscando sua libertação. Panfletário? Sim. Porque, infelizmente, ainda é preciso.
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TRABALHA À DOR
(André L. Soares)
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Muita coragem tem toda essa gente
que marcha firme, dia-a-dia pro trabalho;
é nosso orgulho: classe de operários,
pelas cidades, pelos campos,. . . sempre!
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Há que ter força pra seguir em frente
sob a pressão infinita dos horários;
comendo a seco o pão dos proletários,
nessa marmita com batatas-quentes.
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E se o Gigante é injusto com seus filhos
(matando à míngua o povo que batalha),. . .
em prol de quem explora o santo suor,
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não tardará a justiça do oprimido,
a nos livrar, por fim, desses canalhas;. . .
. . . e quem trabalha vai ter mais valor!
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Dedicado a todos os trabalhadores do Brasil e, em especial, a Augusto Boal e a Paulo Freire, operários da Arte e da Educação que, respectivamente, colocaram seu teatro e sua pedagogia a serviço da conscientização das massas, buscando sua libertação. Panfletário? Sim. Porque, infelizmente, ainda é preciso.
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