Foto: Catarina Oliveira
SONHOS
(Rita Costa)
.
Tantas vezes,. . .
num fechar de olhos,
consegui atravessar o mar.
Sonhando,. . .
visitava um passado, que também é meu.
Lá,. . . caminhava, admirando colinas,. . .
andei por ruas,. . .
passando sobre pontes cheias de histórias;
sempre em busca da pequenina casa
de pedras gastas
que, por fora, parecia fria;
mas, ao entrar,. . . quanto calor eu sentia;
às vezes, até escutava frases
ditas de forma ligeira,
que eu achava impossível entender;
mas o riso da criança que corria pela cozinha
conhecia muito bem.
Fechando os olhos, imaginava o que ele queria.
O pequeno menino só queria brincar;. . .
sem saber que, um dia,
teria sonho igual ao meu:
atravessar aquele mar
para também seu passado reencontrar.
.
.
.
Leia também:
Alma de Poesia /Gritos Verticais /Natureza Poética /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
Natureza Poética
Poemas de Rita Costa.
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Sonhos
Publicado: 2009-03-19 às 20:39
Chão de Jasmins
Publicado: 2008-11-07 às 20:22
Foto:Tuli Nishimura
CHÃO DE JASMINS
(Rita Costa)
Nem bem o calor do sol
pudera secar totalmente
o sereno da madrugada,
um farfalhar de piaçava
anunciava
que havia alguém
espalhando os perfumes
da calçada,
varrendo as poesias
jazidas da noite.
.
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CHÃO DE JASMINS
(Rita Costa)
Nem bem o calor do sol
pudera secar totalmente
o sereno da madrugada,
um farfalhar de piaçava
anunciava
que havia alguém
espalhando os perfumes
da calçada,
varrendo as poesias
jazidas da noite.
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Sublime
Publicado: 2008-09-30 às 23:00
Foto:Kedralynn
SUBLIME
Rita Costa)
Mais-que-perfeita,
tua frase em mim
faz-se explícita
e a recíproca verdadeira
cala em meu peito toda dor.
Mas guardo no silêncio
as palavras que, de súbito,
tornam-se infinitas
para que esperem nosso tempo,. . .
cada uma, a sua vez
de verterem permissivas
da minha alma,
por minhas veias, meus poros
e em minha boca,. . .
unindo-se ao teu nome,
que tantas vezes sussurrei.
.
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SUBLIME
Rita Costa)
Mais-que-perfeita,
tua frase em mim
faz-se explícita
e a recíproca verdadeira
cala em meu peito toda dor.
Mas guardo no silêncio
as palavras que, de súbito,
tornam-se infinitas
para que esperem nosso tempo,. . .
cada uma, a sua vez
de verterem permissivas
da minha alma,
por minhas veias, meus poros
e em minha boca,. . .
unindo-se ao teu nome,
que tantas vezes sussurrei.
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Poesia em Átimos
Publicado: 2008-07-31 às 00:17
My First Bird Shot - Casharry
POESIA EM ÁTIMOS
(Rita Costa)
Existe sempre
a possibilidade
de se perpetuar em poesia
o inesperado que compõe
a paisagem da hora.
Embora no universo
tudo aconteça em ciclos,
há sempre uma escolha,
apesar de chegarem
e partirem as palavras.
Até mesmo em manhãs
que antecedem o inverno,
uma simples ave,
na intenção de pousar
sobre um telhado de zinco,
ao cruzar o céu cinzento
com seu rítmico balé,
expõe um instante poético.
Porém,. . .
para que se perpetue
a alma de uma imagem
que a poesia delineia
é preciso preencher
a horizontalidade dos versos,
com a amplitude
do sentimento vívido,
no segundo em que
nos permitimos
caber no silêncio instaurado
do próprio olhar.
.
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POESIA EM ÁTIMOS
(Rita Costa)
Existe sempre
a possibilidade
de se perpetuar em poesia
o inesperado que compõe
a paisagem da hora.
Embora no universo
tudo aconteça em ciclos,
há sempre uma escolha,
apesar de chegarem
e partirem as palavras.
Até mesmo em manhãs
que antecedem o inverno,
uma simples ave,
na intenção de pousar
sobre um telhado de zinco,
ao cruzar o céu cinzento
com seu rítmico balé,
expõe um instante poético.
Porém,. . .
para que se perpetue
a alma de uma imagem
que a poesia delineia
é preciso preencher
a horizontalidade dos versos,
com a amplitude
do sentimento vívido,
no segundo em que
nos permitimos
caber no silêncio instaurado
do próprio olhar.
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Copacabana, pura poesia
Publicado: 2008-06-21 às 01:39
Foto: Rita Costa.
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COPACABANA, PURA POESIA
(Rita Costa)
.
E lá vem ele exuberante,. . .
mais um dia de sol quente,
nem precisa ser verão.
Chegam de todos os lados,
moradores ou não,
rede cheia, corpos morenos.
De um lado para o outro,
isopor na mão,
cadeiras coloridas.
Na areia, meninas:
a recatada e a perdida,
ninguém sabe,
ninguém liga,
nem importa se é ou não!
O joguinho de cartas,
o papo descontraído,
cerveja gelada,
nunca é dia perdido.
Entre os prédios a benção divina;
de braços abertos ele ilumina,
diversidade de cores e de sabores,
flertes, olhares,. . . amores.
Na beira, a observar
contornos a caminhar,
sobe a fumaça pelo ar.
Crianças correm para a espuma,
mães neuróticas a gritar,
o dia rola,. . .
termina.
Ai que dia!
Copacabana, pura poesia.
- Aí valeu! E amanhã, você vai vir?
- Claro que sim!
- Volto para curtir,. . .
onde o mundo vem se divertir.
.
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COPACABANA, PURA POESIA
(Rita Costa)
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E lá vem ele exuberante,. . .
mais um dia de sol quente,
nem precisa ser verão.
Chegam de todos os lados,
moradores ou não,
rede cheia, corpos morenos.
De um lado para o outro,
isopor na mão,
cadeiras coloridas.
Na areia, meninas:
a recatada e a perdida,
ninguém sabe,
ninguém liga,
nem importa se é ou não!
O joguinho de cartas,
o papo descontraído,
cerveja gelada,
nunca é dia perdido.
Entre os prédios a benção divina;
de braços abertos ele ilumina,
diversidade de cores e de sabores,
flertes, olhares,. . . amores.
Na beira, a observar
contornos a caminhar,
sobe a fumaça pelo ar.
Crianças correm para a espuma,
mães neuróticas a gritar,
o dia rola,. . .
termina.
Ai que dia!
Copacabana, pura poesia.
- Aí valeu! E amanhã, você vai vir?
- Claro que sim!
- Volto para curtir,. . .
onde o mundo vem se divertir.
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