Homens do Alentejo
Homem de olhar trigueiroTez de canela e avelãPorte altivo, não é coisa vã. . . Sua mão calejada no mês de JaneiroVive da terra, na terra morreParte pra longe mas sempre voltaPor mais que sorte lhe seja tortaEm passo lento, depressa correTrás na bagagem sonhos idosLevou aos ombros tantos gemidosDe um Alentejo esvaído em sangueFugiu da guerra, morreu na lutaEnfrentou a sorte como quem chutaSonhos desfeitos pelo chicoteGerou um filho, em liberdadeCantou, gritou a igualdadeHomem moreno de um chão imensoPreso no ser, no sol suspensoCarrega nos ombros a sua terraÉ Alentejo. És tu que gerasOs filhos idos nas primaverasLambuzas-te na terra há tantas erasOlha o mundo, não diz nadaEscuta os jovens, sorriso largoPorra gaiatos, não sabem que amargoÉ um homem gritar de boca fechada. Olha os jovens, ultimo adeusSão os seus filhos, são netos seusPassa-lhe a terra, num arremessoCuidem bem dela, isso lhes peço.
Antonia Ruivo
Poemas e poetas Alentejanos mundo fora
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Meu Alentejo
ESTE BLOG E DEDICADO AO ALENTEJO E A MINHA TERRA QUE SE CHAMA "ALMODÔVAR"
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| Última actualização: | 2010-08-30 às 19:15 | 387 | |
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Homens do Alentejo
Publicado: 2010-08-30 às 19:15
Velhos do Alentejo
Publicado: 2010-08-30 às 18:56
Velhos do AlentejoPelos campos soltos sem medo Os sonhos de um homem de credo Pé ante pé vai guardando em segredo . . . Alqueires de pedras, perfazem rochedo As rochas são força que transparece Em cada pedra solta no baixio São dores, anseios, são fascínio De gente do campo, que tudo conhece Sabe de cor a lua, a estrela polar Sabe que amanhã o vento vai soprar Sabe que o mocho pia á tardinha E que aquela Maria é bonitinha Sabe que os calos, são medalhas Ganhas com garra, grandes batalhas Sabe que o mundo há-de acabar. Pelos campos escondidos em degredo Os olhos negros, já se vão fechando Está velho demais, e de quando em quando Ainda passeia pelos olivais Olha o sol, adeus até mais Estou velho, cansado outras coisas tais Ao Alentejo lego os meus ais Em pó me deslasso, manhãs Outonais.
Antónia Ruivo
Antónia Ruivo
ALENTEJO
Publicado: 2010-08-30 às 18:47
ALENTEJOCampos verdes que procurais uma definição pátriaPara a beleza que exalaisQue a vida germinada de vósExalte a grandeza desse imenso sonho colectivoDe dividir o trigo pela enxada!Nas searas verdejantesNos montes batidos pelo solDa terra constante e vermelhaComo se o caudal da distânciaSe derramasse em sangue pelo vosso povoErgue-se o grito suadoComo sinónimo da vida que rebenta em cada ramoHino de terra remexidaAlardeando a longevidade do Alentejo!AquiA copa das árvores brinca com as nuvensAs urzes derramam em sombras o deleiteNo desaguar perpétuo das espigas madurasOh terra!Abri-vos ao apelo lançado pelas formosas cegonhasQue planam pelo mais profundo da consciência!Recordai neste sonolento passar do tempoA pressa das sementes geradas no pão moídoNos ancestrais moinhos de vento!Que estes arrozais acordemPara que numa opereta de SadoGuadiana Mira e AtlânticoRessurjam do mar os guardiões rochedosQue colonizam a Vicentina Costa!Que os estranhos corséis do passadoTrespassem com a mesma espada de sangueA seiva brotada destes pinheiros mansos!Acordai caótica árida beleza!A melodia que se liberta dos grãos de areiaSão hosanasNa voz dos homens e mulheres que te bradamNum conjunto total sonhador e profético!Acordai oh vento cearense e cálido!Conta as aventuras dos teus filhos em lutaPelas pedras húmidas das ribeiras claras!Levanta-te da laje fria Catarina!Traz no regaço um filho e uma foiceNo arado guerrilheiroNo grito de justiçaNa rendição serena das oliveiras negras!Que Aljustrel produzaGomas de encanto e fortunaCom que amamente de sonhosO suor toupeira dos seus homens!Cantem os sobreiros a dança da chuvaNa aridez ainda desértica do próprio gritoQue se ergue na gravidez da terra!Para quando a promessa de um acto de coragemQue faça rejuvenescer na alma a certezaDos costumes de cortiça desta gente?António Casado
livro de poemas CLAMOR DO VENTO, com o poema intitulado ALENTEJO
livro de poemas CLAMOR DO VENTO, com o poema intitulado ALENTEJO
Escola Primària de Almodôvar 1 de Maio de 1973
Publicado: 2010-08-30 às 18:38
Escola Primària de Almodôvar 1 de Maio de 1973
Foto de Fernando Revès
Manuel João Paixao, Augusto Guerreiro, João Bràs, Palminha, Augusto Alfaroubinha, Fernando Revès , Helder Cristina, Rui Cristina, Antonio Parrinha, João David, Zé Helder, Isidro Ramos, Zé Cabral, Chico Barôa, Francisco Ramos, Arlindo Caquinha, Pedro Bota, João Antonio, Chico Doutor, José Serafim . . . . .
Foto de Fernando Revès
Manuel João Paixao, Augusto Guerreiro, João Bràs, Palminha, Augusto Alfaroubinha, Fernando Revès , Helder Cristina, Rui Cristina, Antonio Parrinha, João David, Zé Helder, Isidro Ramos, Zé Cabral, Chico Barôa, Francisco Ramos, Arlindo Caquinha, Pedro Bota, João Antonio, Chico Doutor, José Serafim . . . . .
Memorias de Almodôvar
Publicado: 2010-08-30 às 18:01
Memorias de Almodôvar
Bete Cristina , Joana Bota
Por detrás da casa do Povo se fazia o Teatro
Rosário, Lina, Sílvia, Arlinda,
Fernandinha, e Bete Cristina
casa do povo quando andavam no curso de fazer bordados , cozinhavam e depois faziam a exposição ,e também o teatro
Fotos de Bete Cristina
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Bete Cristina , Joana Bota
Por detrás da casa do Povo se fazia o Teatro
Rosário, Lina, Sílvia, Arlinda,
Fernandinha, e Bete Cristina
casa do povo quando andavam no curso de fazer bordados , cozinhavam e depois faziam a exposição ,e também o teatro
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