4x4x2 forever
From: Domingos Amaral
To: Jorge Jesus
Caro Jorge Jesus
As grandes equipas que nos últimos anos têm dominado o futebol europeu, como o Manchester, o Barcelona, o Milão ou o Chelsea, não têm dúvidas sobre o sistema tático em que jogam. O Manchester joga há vinte anos em 4x4x2, e mesmo quando perdeu Ronaldo (na altura o melhor do Mundo) não alterou o sistema. Apenas mudou o jogador, como se ele fosse uma peça de um puzzle. Com o Barça passou-se o mesmo: saiu Ronaldinho, entrou Henry, saiu Eto?o, entrou Ibrahimovic, mas continuou o 4x3x3.
Sendo assim, não compreendo como, depois de um ano tão bem-sucedido, em que o Benfica foi enorme, jogando num 4x4x2 que lhe está na genética, tu tiveste dúvidas. Em equipa que ganha não se mexe, é o que se diz sempre, e por isso estranhei ver-te a experimentar Jara e Saviola nas linhas, onde rendem bem menos, e Aimar e Martins a interiores, onde menos rendem. O Benfica não deve ter dúvidas e deve jogar, sempre, em 4x4x2. Ontem foi o que se viu: Salvio e Gaitán nas alas, dois avançados móveis, um número 10 a sério, e o regresso da dinâmica imparável da época passada. Simples, não é? Portanto, espero que as tuas dúvidas tenham terminado ontem. O Benfica nem sempre vai ganhar, há jogadores melhores e outros piores, e Roberto continuará a ser um problema, apesar do penálti defendido. Mas o importante é não hesitar na questão de fundo. Ontem, e para sempre, 4x4x2, e ainda vamos ter muitas alegrias este ano. Acredita em mim, que eu também acredito em ti.
In Record
Catedral Encarnada
SLBenfica4ever
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Email Aberto _ Domingos Amaral
Publicado: 2010-09-01 às 14:25
Artigo de Opinião _ Marta Rebelo
Publicado: 2010-08-31 às 21:09
Aquele abraço
Salvio não salvou ninguém. Mas deu o peito à bala pela salvação da equipa. Eu não ocupei o meu cativo, podia lá eu! Estava a sul, a mais de 300 quilómetros, ainda que o ?Mancha Amarela? não estivesse à baliza. Nem Moreira no banco. E quem diria que Júlio César, quase pondo em causa o resultado aos 25?, seria o melhor amigo de Roberto e lhe traria uma espécie de redenção?
Aquele abraço pareceu tomar as vezes dos 36 mil que estavam na Luz, e dos outros 6 milhões e tal que andamos pelo Mundo. Transportar a fé, já desgraçada, dos benfiquistas numa vitória ao Vitória que não podia falhar. E Roberto, de cinzento e não de amarelo, defendeu o penálti que Júlio César e Maxi Pereira fizeram e ao primeiro valeu o vermelho. E defendeu mais duas ou três bolas, com os pés, pelo ar. Seria do equipamento? Não acredito.
Tal como não acredito que Roberto tenha chegado à redenção e seja imune ao curto passado que transporta às nossas costas e que já é tão pesado. O ideal seria emprestar o guarda-redes, mas se Roberto ficar por cá com outra fibra e segurança, que volte, então, às gloriosas malhas. Como parece ter voltado Cardozo, que finalmente em tempo oficial fez o gosto ao golo e cabeceou para dentro da baliza do Setúbal. Jesus diz que o coletivo está a recuperar do cansaço dos regressados do Mundial. Mas quem fez o serviço no sábado foi Pablito Aimar, que serviu dois golos e marcou um. E Gaitán, que cruzou para Tacuara marcar. E Fabito, que parece capaz de fazer 20 Mundiais e voltar e defender, assumir o corredor e deliciar-nos com as suas ?madeixas de bola?.
Para mim, ninguém passa de besta a bestial numa hora. Cá estaremos para assistir aos próximos capítulos da vida de Roberto. O futebol é paixão irracional. Enquanto o Benfica faz recuperação técnica e tática ? a ver se nos soltamos para o 4x3x3, ó míster! ?, aproveitando a pausa para os jogos da Seleção, tudo se vai concentrar agora na ?saga Queiroz?. Ou na falta dele.
E parabéns ao Braga, que está merecedor.
In Record
Obrigado amigo Benfica 73
Salvio não salvou ninguém. Mas deu o peito à bala pela salvação da equipa. Eu não ocupei o meu cativo, podia lá eu! Estava a sul, a mais de 300 quilómetros, ainda que o ?Mancha Amarela? não estivesse à baliza. Nem Moreira no banco. E quem diria que Júlio César, quase pondo em causa o resultado aos 25?, seria o melhor amigo de Roberto e lhe traria uma espécie de redenção?
Aquele abraço pareceu tomar as vezes dos 36 mil que estavam na Luz, e dos outros 6 milhões e tal que andamos pelo Mundo. Transportar a fé, já desgraçada, dos benfiquistas numa vitória ao Vitória que não podia falhar. E Roberto, de cinzento e não de amarelo, defendeu o penálti que Júlio César e Maxi Pereira fizeram e ao primeiro valeu o vermelho. E defendeu mais duas ou três bolas, com os pés, pelo ar. Seria do equipamento? Não acredito.
Tal como não acredito que Roberto tenha chegado à redenção e seja imune ao curto passado que transporta às nossas costas e que já é tão pesado. O ideal seria emprestar o guarda-redes, mas se Roberto ficar por cá com outra fibra e segurança, que volte, então, às gloriosas malhas. Como parece ter voltado Cardozo, que finalmente em tempo oficial fez o gosto ao golo e cabeceou para dentro da baliza do Setúbal. Jesus diz que o coletivo está a recuperar do cansaço dos regressados do Mundial. Mas quem fez o serviço no sábado foi Pablito Aimar, que serviu dois golos e marcou um. E Gaitán, que cruzou para Tacuara marcar. E Fabito, que parece capaz de fazer 20 Mundiais e voltar e defender, assumir o corredor e deliciar-nos com as suas ?madeixas de bola?.
Para mim, ninguém passa de besta a bestial numa hora. Cá estaremos para assistir aos próximos capítulos da vida de Roberto. O futebol é paixão irracional. Enquanto o Benfica faz recuperação técnica e tática ? a ver se nos soltamos para o 4x3x3, ó míster! ?, aproveitando a pausa para os jogos da Seleção, tudo se vai concentrar agora na ?saga Queiroz?. Ou na falta dele.
E parabéns ao Braga, que está merecedor.
In Record
Obrigado amigo Benfica 73
A impressão de um brasileiro no Estádio da Luz
Publicado: 2010-08-29 às 18:27
E por falar em estádios?
Ontem à noite jogaram Benfica x Vitoria de Setubal, no Estádio da Luz, em Lisboa. Meu amigo Edney, que já relatou a final da Copa da UEFA (ainda não era Liga Europa), em Istambul, foi assistir. E hoje cedo, motivado pelo tititi em torno dos nossos estádios, mandou esse e-mail para uma lista de amigos, que transcrevo para vocês, com a visão e opiniões de um torcedor brasileiro além-mar.
?Pois bem, ontem tive a minha primeira experiência no estádio que eles denominam de ?inferno da luz?? O jogo era convidativo, 21h15 de um sábado bem quente? O Benfica pressionado por 2 derrotas no início do torneio? Julguei que não teria muita gente? Um amigo me convidou para ir com ele, e sem qualquer outra alternativa mais atraente (até porque estou sozinho por aqui), lá fomos nós?
O estádio antigo (capacidade para 120 mil) foi demolido e um novo foi construído, por ocasião da realização da EuroCopa de 2004. Se discutimos no Brasil hoje a construção de estádios, imaginem a construção de 3 novos no pequeno Portugal? Loucura! Até hoje eles descem a lenha nisso e dizem que ganharam um dinheiro largado por isso.
Enfim, voltando ao jogo, é tudo bem diferente. Os arredores são mais tranquilos (ou pelo menos estavam), estacionamento fácil, vários carrões andando por ali (Mercedez, BMW, Audi? se fosse no Brasil?), algumas barraquinhas, uns bares vendendo uma cervejinha? Dentro do estádio só cerveja sem álcool.
Após estacionarmos, fomos ali tomar umas, até porque o ingresso já estava comprado para a época (temporada) toda e o pai do meu amigo resolveu ir passar o fim de semana na praia e com isso sobrou uma vaguinha pra mim. Ficamos ali fora até 20 minutos para o início, chegando lá, tudo muito organizado, o estádio é de primeira: banheiros fartos e limpos (mas aqui acho que tem muito relação com a postura do povo que frequenta o estádio); vi muitas famílias juntas ? pai, mãe, filhos, todos ali para torcerem pelos encarnados. Um monte de gente com camisas verdes, azuis, cores dos maiores rivais do Benfica. Se fosse no Brasil, já os fariam tirar tudo debaixo de gritos de intimidação, de copos de urina, porrada e o que fosse necessário. Fiquei impressionado com aquela calma das pessoas.
Eu, como bom torcedor brasileiro, estava lá de bermudinha branca, com camisa vermelha.
Na entrada, filas bem organizadas, com catracas eletrônicas de sensor ? não prcisa enfiar o ingresso, basta chegar perto e pronto ? bem mais rápido e fácil; lugar marcadinho, tranquilo, nenhum palhaço sentado lá dizendo que eu deveria ter chegado mais cedo.
UM VERDADEIRO ESPETÀCULO!
Os times sempre aquecem no campo, um locutor fica o tempo todo entoando cantos chamando a torcida ao aplauso. Por dentro o estádio é maravilhoso, bem iluminado, com o campo pertinho, boa visão de vários locais. O ponto alto daquele pré-jogo é quando um garotinho vai ao centro do campo, e chama a águia Vitória (símbolo do Benfica)? E lá vem ela, voando em redor do estádio todo. A portuguesada fica maluca com aquilo, o espetáculo é sensacional, singular, único! Não existe nada igual por aqui e nem por outros lados. Realmente, o show é maravilhoso e ela tem o local certo de pousar. Se erra o alvo a torcida já fica preocupada, achando que algo vai dar errado. Mas ontem ela acertou direitinho!
Depois os times entram em campo e aí foi engraçado, o locutor invoca a todos para cantarem o hino e como não podia deixar de ser, o hino é um fado português. Coisa estranha, pois estamos acostumados a algo mais marcial, mais cativante. Efim, cada um com sua cultura?
ESTAMOS INFINITAMENTE LONGE DISSO TUDO!
Não tratamos os jogos como espetáculos (aliás, quem quer que vá ao teatro né?). Nossos estádios são arcaicos e olha que ne estou falando dos mais poderosos. Imagino os da Inglaterra, mais atuais.
No campo, o jogo é fraco, os times de Portugal são muito diferenciados.
O Vitoria de Setubal não oferecia resistência e não fosse uma burrada do goleiro Julio Cesar, que fez um penalti e foi expulso, não teríamos grandes emoções. O espanhol Roberto, contratado por 8,5 milhões de euros, tem errado muito e os benfiquistas estavam cheios de medo. E o cara entra e pega o pênalti! Aquilo sim podia ser chamado de ?inferno da luz?!
Depois de uma certa pressão o Benfica retoma o jogo e ganha fácil por 3×0, com boa exibição de David Luiz (o novo xodó da zaga brasileira) e de Fabio Coentrão, pra mim um dos melhores laterais esquerdos do mundo na atualidade, jogou uma barbaridade. Para mim, no fim da época (isso se já não for agora), dará adeus ao Benfica junto com o David Luiz?
Fim de jogo, todos felizes, uma saída tranqüila, sem qualquer problema e estava eu em casa cerca de 30 minutos depois, contando com a saída do estádio, pegar o carro e vir embora.
Enfim, com tudo planejado, fica fácil e prazeroso ir a um estádio de futebol.
Aí vocês podem dizer que devia ter pouca gente, mas não, tinha 37. 000 espectadores, isso com o time em baixa.
Para o Emerson: a um preço médio de 20?, o que chamou a atenção é o número de torcedores que compram ingresso para toda a temporada. Para um local igual ao da cadeira cativa inferior do Morumbi, paga-se 300? por ano. Mais acima, 350?; na cadeira cativa mesmo, 2. 000 a 3. 000?, e um custo anual de 450? pelos ingressos, sempre válidos apenas para a Liga Sagres (o Campeonato Português).
As competições europeias ? Champions e Liga Europa ? são oferecidas prioritariamente para esses donos de cadeiras . No caso do meu colega, o pai dele pagou os 300? e na época dos jogos da Champions ele recebe uma SMS indagando se quer ingresso, o preço (cerca de 30?) e o código para o pagamento via multibanco (debito bancário), com o que o seu cartão será carregado e ele poderá entrar tranquilamente no estádio.
ESTAMOS LONGE DISSO.
Não consigo entender a razão de no Brasil não se vender ingresso antecipado para a temporada. Nesse caso, estando na Libertadores, receberia a mesma mensagem com a prioridade; um prêmio pela fidelidade.
Enfim, UM GRANDE ESPETÁCULO, DENTRO E FORA DE CAMPO, prova de que organização e respeito pelo público trazem retorno.
Ahh, o cuidado das pessoas com aquele patrimônio faz com que ele dure mais e fique sempre preservado, pronto para uma nova utilização.
EU GOSTEI!?
In Glogoesporte
Ontem à noite jogaram Benfica x Vitoria de Setubal, no Estádio da Luz, em Lisboa. Meu amigo Edney, que já relatou a final da Copa da UEFA (ainda não era Liga Europa), em Istambul, foi assistir. E hoje cedo, motivado pelo tititi em torno dos nossos estádios, mandou esse e-mail para uma lista de amigos, que transcrevo para vocês, com a visão e opiniões de um torcedor brasileiro além-mar.
?Pois bem, ontem tive a minha primeira experiência no estádio que eles denominam de ?inferno da luz?? O jogo era convidativo, 21h15 de um sábado bem quente? O Benfica pressionado por 2 derrotas no início do torneio? Julguei que não teria muita gente? Um amigo me convidou para ir com ele, e sem qualquer outra alternativa mais atraente (até porque estou sozinho por aqui), lá fomos nós?
O estádio antigo (capacidade para 120 mil) foi demolido e um novo foi construído, por ocasião da realização da EuroCopa de 2004. Se discutimos no Brasil hoje a construção de estádios, imaginem a construção de 3 novos no pequeno Portugal? Loucura! Até hoje eles descem a lenha nisso e dizem que ganharam um dinheiro largado por isso.
Enfim, voltando ao jogo, é tudo bem diferente. Os arredores são mais tranquilos (ou pelo menos estavam), estacionamento fácil, vários carrões andando por ali (Mercedez, BMW, Audi? se fosse no Brasil?), algumas barraquinhas, uns bares vendendo uma cervejinha? Dentro do estádio só cerveja sem álcool.
Após estacionarmos, fomos ali tomar umas, até porque o ingresso já estava comprado para a época (temporada) toda e o pai do meu amigo resolveu ir passar o fim de semana na praia e com isso sobrou uma vaguinha pra mim. Ficamos ali fora até 20 minutos para o início, chegando lá, tudo muito organizado, o estádio é de primeira: banheiros fartos e limpos (mas aqui acho que tem muito relação com a postura do povo que frequenta o estádio); vi muitas famílias juntas ? pai, mãe, filhos, todos ali para torcerem pelos encarnados. Um monte de gente com camisas verdes, azuis, cores dos maiores rivais do Benfica. Se fosse no Brasil, já os fariam tirar tudo debaixo de gritos de intimidação, de copos de urina, porrada e o que fosse necessário. Fiquei impressionado com aquela calma das pessoas.
Eu, como bom torcedor brasileiro, estava lá de bermudinha branca, com camisa vermelha.
Na entrada, filas bem organizadas, com catracas eletrônicas de sensor ? não prcisa enfiar o ingresso, basta chegar perto e pronto ? bem mais rápido e fácil; lugar marcadinho, tranquilo, nenhum palhaço sentado lá dizendo que eu deveria ter chegado mais cedo.
UM VERDADEIRO ESPETÀCULO!
Os times sempre aquecem no campo, um locutor fica o tempo todo entoando cantos chamando a torcida ao aplauso. Por dentro o estádio é maravilhoso, bem iluminado, com o campo pertinho, boa visão de vários locais. O ponto alto daquele pré-jogo é quando um garotinho vai ao centro do campo, e chama a águia Vitória (símbolo do Benfica)? E lá vem ela, voando em redor do estádio todo. A portuguesada fica maluca com aquilo, o espetáculo é sensacional, singular, único! Não existe nada igual por aqui e nem por outros lados. Realmente, o show é maravilhoso e ela tem o local certo de pousar. Se erra o alvo a torcida já fica preocupada, achando que algo vai dar errado. Mas ontem ela acertou direitinho!
Depois os times entram em campo e aí foi engraçado, o locutor invoca a todos para cantarem o hino e como não podia deixar de ser, o hino é um fado português. Coisa estranha, pois estamos acostumados a algo mais marcial, mais cativante. Efim, cada um com sua cultura?
ESTAMOS INFINITAMENTE LONGE DISSO TUDO!
Não tratamos os jogos como espetáculos (aliás, quem quer que vá ao teatro né?). Nossos estádios são arcaicos e olha que ne estou falando dos mais poderosos. Imagino os da Inglaterra, mais atuais.
No campo, o jogo é fraco, os times de Portugal são muito diferenciados.
O Vitoria de Setubal não oferecia resistência e não fosse uma burrada do goleiro Julio Cesar, que fez um penalti e foi expulso, não teríamos grandes emoções. O espanhol Roberto, contratado por 8,5 milhões de euros, tem errado muito e os benfiquistas estavam cheios de medo. E o cara entra e pega o pênalti! Aquilo sim podia ser chamado de ?inferno da luz?!
Depois de uma certa pressão o Benfica retoma o jogo e ganha fácil por 3×0, com boa exibição de David Luiz (o novo xodó da zaga brasileira) e de Fabio Coentrão, pra mim um dos melhores laterais esquerdos do mundo na atualidade, jogou uma barbaridade. Para mim, no fim da época (isso se já não for agora), dará adeus ao Benfica junto com o David Luiz?
Fim de jogo, todos felizes, uma saída tranqüila, sem qualquer problema e estava eu em casa cerca de 30 minutos depois, contando com a saída do estádio, pegar o carro e vir embora.
Enfim, com tudo planejado, fica fácil e prazeroso ir a um estádio de futebol.
Aí vocês podem dizer que devia ter pouca gente, mas não, tinha 37. 000 espectadores, isso com o time em baixa.
Para o Emerson: a um preço médio de 20?, o que chamou a atenção é o número de torcedores que compram ingresso para toda a temporada. Para um local igual ao da cadeira cativa inferior do Morumbi, paga-se 300? por ano. Mais acima, 350?; na cadeira cativa mesmo, 2. 000 a 3. 000?, e um custo anual de 450? pelos ingressos, sempre válidos apenas para a Liga Sagres (o Campeonato Português).
As competições europeias ? Champions e Liga Europa ? são oferecidas prioritariamente para esses donos de cadeiras . No caso do meu colega, o pai dele pagou os 300? e na época dos jogos da Champions ele recebe uma SMS indagando se quer ingresso, o preço (cerca de 30?) e o código para o pagamento via multibanco (debito bancário), com o que o seu cartão será carregado e ele poderá entrar tranquilamente no estádio.
ESTAMOS LONGE DISSO.
Não consigo entender a razão de no Brasil não se vender ingresso antecipado para a temporada. Nesse caso, estando na Libertadores, receberia a mesma mensagem com a prioridade; um prêmio pela fidelidade.
Enfim, UM GRANDE ESPETÁCULO, DENTRO E FORA DE CAMPO, prova de que organização e respeito pelo público trazem retorno.
Ahh, o cuidado das pessoas com aquele patrimônio faz com que ele dure mais e fique sempre preservado, pronto para uma nova utilização.
EU GOSTEI!?
In Glogoesporte
Artigo de Opinião _ Nuno Farinha
Publicado: 2010-08-29 às 14:00
A escolha de Roberto
O mais provável é que Jesus volte a apostar em Roberto para o jogo com o Vitória de Setúbal. Só que, dadas as circunstancias, isso já não se trata propriamente de um aposta: é um risco. Se hoje à noite for, realmente, o espanhol a ocupar a baliza, não é apenas Roberto que estará em avaliação, porque também o treinador do Benfica passa a ser o centro de todas as análises dos adeptos encarnados. E o ?exame? acontece precisamente no momento mais difícil que JJ já conheceu desde que chegou à Luz ? com quatro derrotas consecutivas (se incluirmos a Eusébio Cup), coisa que a turba, há poucos meses, julgava impossível.
Roberto esgotou a sua margem de erro em tempo record e Jesus já lhe concedeu hipóteses que talvez outros não tivessem. A imagem que ainda hoje se guarda do guarda-redes na parte final do último jogo, na Madeira, é a de um homem à beira de um ataque de nervos, incapaz de encontrar explicações. A do treinador não é muito diferente, se quisermos recordar o momento em que, no meio do caos, JJ levou as mãos à cabeça para depois se agarrar ao banco de suplentes.
O preferido dos adeptos, Moreira, nem foi convocado. Restam Júlio César e Roberto. A escolha será entre o guarda-redes que Jesus levou para a Luz e outro que alguém encontrou nas sobras do Atlético de Madrid. Talvez jogue aquele que custou uma fortuna.
Por falar em Atlético, os ventos continuam a soprar a favor de Quique Flores. O despedimento da Luz não lhe trouxe grandes problemas: para além da indemnização choruda que levou de Lisboa (e de uma namorada encantadora!), o técnico reencontrou-se com os dias de glória. Foi escolhido para encabeçar a recuperação desportiva dos colchoneros e, em poucos meses, conquistou a Liga Europa e a Supertaça Europeia, agora com uma vitória categórica sobre o Inter. Ainda consegue dar a braçadeira de capitão a Simão e pôr Reyes a jogar de memória. Que bem se entendem Atlético e Benfica!
In Record
Obrigado amigo Benfica 73
O mais provável é que Jesus volte a apostar em Roberto para o jogo com o Vitória de Setúbal. Só que, dadas as circunstancias, isso já não se trata propriamente de um aposta: é um risco. Se hoje à noite for, realmente, o espanhol a ocupar a baliza, não é apenas Roberto que estará em avaliação, porque também o treinador do Benfica passa a ser o centro de todas as análises dos adeptos encarnados. E o ?exame? acontece precisamente no momento mais difícil que JJ já conheceu desde que chegou à Luz ? com quatro derrotas consecutivas (se incluirmos a Eusébio Cup), coisa que a turba, há poucos meses, julgava impossível.
Roberto esgotou a sua margem de erro em tempo record e Jesus já lhe concedeu hipóteses que talvez outros não tivessem. A imagem que ainda hoje se guarda do guarda-redes na parte final do último jogo, na Madeira, é a de um homem à beira de um ataque de nervos, incapaz de encontrar explicações. A do treinador não é muito diferente, se quisermos recordar o momento em que, no meio do caos, JJ levou as mãos à cabeça para depois se agarrar ao banco de suplentes.
O preferido dos adeptos, Moreira, nem foi convocado. Restam Júlio César e Roberto. A escolha será entre o guarda-redes que Jesus levou para a Luz e outro que alguém encontrou nas sobras do Atlético de Madrid. Talvez jogue aquele que custou uma fortuna.
Por falar em Atlético, os ventos continuam a soprar a favor de Quique Flores. O despedimento da Luz não lhe trouxe grandes problemas: para além da indemnização choruda que levou de Lisboa (e de uma namorada encantadora!), o técnico reencontrou-se com os dias de glória. Foi escolhido para encabeçar a recuperação desportiva dos colchoneros e, em poucos meses, conquistou a Liga Europa e a Supertaça Europeia, agora com uma vitória categórica sobre o Inter. Ainda consegue dar a braçadeira de capitão a Simão e pôr Reyes a jogar de memória. Que bem se entendem Atlético e Benfica!
In Record
Obrigado amigo Benfica 73
Aqui á Gato _ Miguel Góis
Publicado: 2010-08-29 às 05:00
SL Bipolar
Há umas semanas, fez-me alguma confusão ouvir Rui Oliveira e Costa no ?Trio de Ataque? responder à pergunta sobre como tinha assistido à estreia de João Moutinho com a camisola do FC Porto da seguinte maneira: ?Eu, nessa matéria, não tenho estados de alma?. É uma resposta política, bem sei. Mas quando os adeptos ? e é nessa condição que Rui Oliveira e Costa se encontra no programa ? começam a falar como os presidentes dos conselhos fiscais, sinto que se está a deixar de falar de futebol (não deixa de ser curioso, em todo o caso, que o Sporting tenha nesse programa um adepto que fala como um dirigente, e tenha na presidência um dirigente que fala como um adepto).
Eu admito que, no que diz respeito ao futebol, a única coisa que tenho são estados de alma. Quando o meu clube ganha, tenho um estado de alma. Quando perde, tenho, feito parvo, outro estado de alma. Se o Nuno Gomes se transferisse para o FC Porto, era capaz de ter uns quinze ou vinte estados de alma ao mesmo tempo. Numa duvidosa opção, guardo a frieza emocional para matérias como o preenchimento do modelo B do IRS. Se bem que até isso consegue ser, para o meu contabilista, uma montanha-russa de emoções.
Se há coisa com que nós, benfiquistas, não pactuamos no futebol é a temperança. No seguimento das últimas quatro derrotas seguidas do Benfica, comecei outra vez a dormir à noite agarrado a um urso de peluche, e sempre com uma luz de presença. A facilidade com que no Benfica um estado de profundíssima euforia dá lugar a um estado de profundíssima depressão é um dos grandes patrimónios do Clube, que deve ser preservado. Por outro lado, é mais fácil manter-se a serenidade em Alvalade e nas Antas, cujos estádios costumam estar às moscas, do que na Luz. Toda a gente sabe que é mais comum instalar-se o pânico onde há multidões.
In Record
Obrigado amigo Benfica 73
Há umas semanas, fez-me alguma confusão ouvir Rui Oliveira e Costa no ?Trio de Ataque? responder à pergunta sobre como tinha assistido à estreia de João Moutinho com a camisola do FC Porto da seguinte maneira: ?Eu, nessa matéria, não tenho estados de alma?. É uma resposta política, bem sei. Mas quando os adeptos ? e é nessa condição que Rui Oliveira e Costa se encontra no programa ? começam a falar como os presidentes dos conselhos fiscais, sinto que se está a deixar de falar de futebol (não deixa de ser curioso, em todo o caso, que o Sporting tenha nesse programa um adepto que fala como um dirigente, e tenha na presidência um dirigente que fala como um adepto).
Eu admito que, no que diz respeito ao futebol, a única coisa que tenho são estados de alma. Quando o meu clube ganha, tenho um estado de alma. Quando perde, tenho, feito parvo, outro estado de alma. Se o Nuno Gomes se transferisse para o FC Porto, era capaz de ter uns quinze ou vinte estados de alma ao mesmo tempo. Numa duvidosa opção, guardo a frieza emocional para matérias como o preenchimento do modelo B do IRS. Se bem que até isso consegue ser, para o meu contabilista, uma montanha-russa de emoções.
Se há coisa com que nós, benfiquistas, não pactuamos no futebol é a temperança. No seguimento das últimas quatro derrotas seguidas do Benfica, comecei outra vez a dormir à noite agarrado a um urso de peluche, e sempre com uma luz de presença. A facilidade com que no Benfica um estado de profundíssima euforia dá lugar a um estado de profundíssima depressão é um dos grandes patrimónios do Clube, que deve ser preservado. Por outro lado, é mais fácil manter-se a serenidade em Alvalade e nas Antas, cujos estádios costumam estar às moscas, do que na Luz. Toda a gente sabe que é mais comum instalar-se o pânico onde há multidões.
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Obrigado amigo Benfica 73
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