Texto disponível em http://ceticismo. net
Eu sei que vai parecer estranho o que eu vou dizer, mas algum tempo atrás, as TVs tinham antenas telescópicas. Varetas de metal que esticavam e encolhiam, parecendo um besouro de metal. E isso eram as antenas internas, pois havia as antenas externas, onde nossos pais ficavam no telhado mexendo para lá e pra cá, enquanto nossas mães ficavam ?orientando? para obter uma imagem melhor (não, não havia Sky, Net e nem o Skynet). Me lembro que um dia minha mãe fez meu pai subir no telhado e ficou dando ordens a ele pra ele colocar a antena numa posição adequada. Ele sentou-se e ficou dizendo ?tá melhor agora? E então??. O detalhe é que ele não fazia nada, sequer tocou na antena. Quando minha mãe deu-se por satisfeita, ele desceu e pronto! Problema resolvido.
Com o passar do tempo, as TVs não apresentaram mais aqueles dois ?chifres?, mas isso não pode ser extendido a outros sistemas de transmissão/recepção. Antenas externas continuam sendo importantes. Agora, imagine que você possa dobrar, torcer, puxar, esticar, virar e brincar como se fosse quase uma sanfona e ainda assim a antena ficar inteirinha. O que hoje pode parecer ridículo, talvez seja o futuro, ainda mais se levarmos em conta que alguns aparelhos possam ser flexíveis.
Ju-Hee So, do Departamento de Química e Engenharia Biomolecular da Universidade Estadual da Carolina do Norte e seus colegas estão trabalhando numa antena maleável, que pode ser deformada de qualquer maneira, mas que sempre volta ao formato original, sem perder sua funcionalidade. O trabalho foi publicado na revista Advanced Functional Materials.
Em princípio, o foco é a aplicação em aparelhos militares, cujo maior problema é o volume ocupado. Assim, aparelhos dobráveis alegram, fazem bem e previnem que você ocupe menos espaço, de modo a não servir de alvo móvel com muita facilidade. Aliado a isso, tais antenas também serviriam para aplicações na construção civil, onde elas poderiam ajudar na monitoração de estruturas de pontes, registrando dados como dilatação e contração da estrutura, fornecendo informações preciosas a engenheiros civis sobre a quantas andam o estado da referida construção.
O segredo do aparato baseia-se na configuração fluídica da antena. Em temos leigos, a antena é - nada mais, nada menos - uma liga metálica em estado líquido, injetada em microcanais com 0,5 mm de largura e encerrada num elastômero de polidimetilsiloxano (PDMS). Segundo o artigo, empregou-se litografia para fabricação da antena, cuja liga líquida possui baixa viscosidade à temperatura ambiente e possui uma fina película de óxido que oferece estabilidade mecânica para o líquido dentro dos canais inscritos no elastômero. A liga usou os metais índio e gálio, onde o gálio possui ponto de fusão baixo (cerca de 29 ºC), formando uma mistura eutética. Por isso, o composto é chamado de EGaIn.
Essa liga possui muitas vantagens sobre o mercúrio e uma solução salina. No caso do mercúrio, ele é muito tóxico; além disso, possui energia de superfície elevada, o que impede a formação de estruturas mecânicas estáveis. A água salina é um excelente meio conduor, entretanto, a água pode evaporar lentamente, fazendo com que a mistura se concentre cada vez mais (a solubilidade do NaCl em água é de cerca de 36g/100 mL), a ponto de não haver mais água e deixando de ser meio condutor, já que sal puro possui ligações iônicas muito fortes, que impedem q passagem de corrente elétrica.
Aproveitando as características dessa antena, Ju-Hee também está trabalhando na construção de olhos artificiais, onde tais antenas iriam enviar os sinais visuais ao cérebro para ajudar as pessoas cegas a recuperar certa parcela da visão. Sua maleabilidade daria melhor eficiência e ajudaria no fator estético, já que ninguém gostaria de andar por aí parecendo uma TV da década de 70, ou ser confundido com o ET de Varginha.
Particularmente, o que achei de mais genial nessa antena é o que, ao meu ver, pode ser chamado de ?cicatrização?. O EGaIn forma um óxido que funciona como uma película protetora, que confere resistência mecânica ao dispositivo, impedindo que o líquido escoe. Em linguagem mais simples, quando você corta a película, o líquido não vaza, pois o óxido formado age que nem a casquinha numa ferida. No caso da ferida, a casca formada pela coagulação do sangue, propiciado pelas plaquetas (entre outras coisas), impede que a pessoa continue sangrando até a morte, dando tempo para as células se multiplicarem e fecharem de vez o corte. De modo semelhante, mesmo que cortemos esta antena com uma lâmina de barbear, por exemplo, o processo de oxidação aconteceria de forma tão rápida que imediatamente fecharia o corte, impedindo quaisquer vazamentos.
Obviamente, nada é perfeito. A antena possui certos problemas se for empregada como componente estático, embora tal inconveniência possa ser solucionada adaptando-a em algum suporte. O elastômero é resistente à deformação em até 40%, caso ele seja esticado, mas não esperam deformá-lo tanto assim. Agora, é esperar para ver quando ela será comercializada.
A Engenharia no Dia a Dia
A Engenharia comentada de forma clara, com uma visão Pessoal.
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Antenas flexíveis podem revolucionar a eletrônica
Publicado: 2010-09-04 às 03:13
Método Delphi ? Uma Ferramenta de apoio ao Planejamento nas Empresas
Publicado: 2010-08-20 às 15:31
Imagem Disponível em:http://pt. dreamstime. com/setas
Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista
Mas o que é o método Delphi?
Podemos defini-lo como uma técnica usada quando existe uma descontinuidade e/ou total ausência de dados históricos ou ainda, quando pretendemos estimular a criação de novos conceitos, idéias etc.
Originalmente, Metodologia Delphi é uma técnica para a busca de um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros, a técnica passou a ser usada no início dos anos 60, desenvolvida pelos trabalhos dos pesquisadores da Rand Corporation, Olaf Helmer e Norman Dalker.
O Delphi é uma técnica muito útil principalmente quando se quer realizar uma análise qualitativa do mercado, pois permite que se projetem tendências futuras tais como descontinuidades tecnológicas, mudanças sócio-econômicas ou ainda em planejamentos e eventos futuros.
A formula é bem simples, o Administrador/Gestor através do pressuposto que o consenso coletivo, bem definido e parametrizado, é mais eficiente e completo que as idéias individuais, aproveitando toda a sinergia do grupo de discussão.
Mas existem características que são fundamentais na metodologia, o anonimato; a interação e feedback controlado e dados conclusivos bem parametrizados.
Definem-se inicialmente as etapas preliminares, na seqüência abaixo:
1- O contexto e os prazos para o tema em estudo.
2- A equipe; os Técnicos, os Peritos, o Moderador.
3- O método, os objetivos e os passos do processo.
Para a realização da Metodologia, existem várias fórmulas, porém conceitualmente todas seguem um mesmo padrão.
1- Movimento inicial
1. 1 O Contexto ? os temas/ os projetos/ a abrangência/ os prazos
1. 2 A escolha do Moderador/Gestor e da equipe técnica/peritos/especialistas
2- A Primeira Etapa ? Escolhidos os Contextos e a Equipe de Trabalho, o Moderador, faz a minuta do Problema/Projeto/Tema.
Os Especialistas da área ou partes interessadas formulam o 1º Questionário, sem um script, estabelecendo quais os focos mais importantes para a abordagem inicial e todos os eventos e tendências que acontecerão no futuro relacionado, fazem uma análise e uma síntese que resultarão em um conjunto de eventos para o segundo movimento.
3- A Segunda Etapa - uma nova rodada, com as principais ocorrências ou acontecimentos que depois de respondidos, serão devolvidos ao moderador, para nova análise estatística das previsões de cada evento.
4- A Terceira Etapa - nova rodada, é pedido que façam novas projeções. Em caso de existência de um intervalo fora dos quartis inferior e superior, deverão ser justificadas as previsão/prognósticos.
Importante - todos os questionários deverão ser novamente analisados, o Moderador, organiza a argumentação apresentada, indicando as previsões fora dos intervalos interquartis.
Será gerada uma análise estatística e um resumo dos argumentos, sendo gerada a base para a quarta etapa.
5- A Quarta Etapa - todos serão convidados a fazer previsões/prognósticos, com base na análise estatística e no resumo dos argumentos - as divergências surgidas no questionário poderão ser questionadas.
O Moderador, quando receber os questionários, realizará uma análise mais profunda e resumindo os argumentos utilizados.
6- A Quinta Etapa ? a elaboração da argumentação final e a conclusão do relatório, indicando as datas calculadas a partir da análise das respostas dos especialistas e as opiniões, porém em caso de divergências, ou posições muito distantes na etapa anterior, o Moderador, deverá comparar os diversos argumentos para ver se existe algum erro no processo ou se ainda há divergências no Problema/Projeto/Tema.
7- Movimento Final - Final do Trabalho, apresentação dos resultados e implementação das ações.
Em caso de existência de divergências novas rodadas deverão ser realizadas. Prezados leitores, o Modelo de questionário e o Modelo de Método Delphi (fluxograma), poderão ser obtidos por email ou solicitação através dos comentários.
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
Apresento um excelente Case em que foi usado a Metodologia Delphi , na Dissertação de Mestrado submetida a PUC-PR de Paulo Henrique Pierin Pacheco ? ? Análise do processo de previsão de demanda B2B: O caso de um fornecedor do mercado Empresarial ?
Disponível em: http://www. biblioteca. pucpr. br/tede/tde_arquivos/5/TDE-2009-04-07T151030Z-1064/Publico/Paulo%20Henrique%20Pierin%20Pacheco. pdf"> Página 67 ? sobre um estudo feito na Furukawa Industrial S. A Produtos Elétricos.
Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista
Mas o que é o método Delphi?
Podemos defini-lo como uma técnica usada quando existe uma descontinuidade e/ou total ausência de dados históricos ou ainda, quando pretendemos estimular a criação de novos conceitos, idéias etc.
Originalmente, Metodologia Delphi é uma técnica para a busca de um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros, a técnica passou a ser usada no início dos anos 60, desenvolvida pelos trabalhos dos pesquisadores da Rand Corporation, Olaf Helmer e Norman Dalker.
O Delphi é uma técnica muito útil principalmente quando se quer realizar uma análise qualitativa do mercado, pois permite que se projetem tendências futuras tais como descontinuidades tecnológicas, mudanças sócio-econômicas ou ainda em planejamentos e eventos futuros.
A formula é bem simples, o Administrador/Gestor através do pressuposto que o consenso coletivo, bem definido e parametrizado, é mais eficiente e completo que as idéias individuais, aproveitando toda a sinergia do grupo de discussão.
Mas existem características que são fundamentais na metodologia, o anonimato; a interação e feedback controlado e dados conclusivos bem parametrizados.
Definem-se inicialmente as etapas preliminares, na seqüência abaixo:
1- O contexto e os prazos para o tema em estudo.
2- A equipe; os Técnicos, os Peritos, o Moderador.
3- O método, os objetivos e os passos do processo.
Para a realização da Metodologia, existem várias fórmulas, porém conceitualmente todas seguem um mesmo padrão.
1- Movimento inicial
1. 1 O Contexto ? os temas/ os projetos/ a abrangência/ os prazos
1. 2 A escolha do Moderador/Gestor e da equipe técnica/peritos/especialistas
2- A Primeira Etapa ? Escolhidos os Contextos e a Equipe de Trabalho, o Moderador, faz a minuta do Problema/Projeto/Tema.
Os Especialistas da área ou partes interessadas formulam o 1º Questionário, sem um script, estabelecendo quais os focos mais importantes para a abordagem inicial e todos os eventos e tendências que acontecerão no futuro relacionado, fazem uma análise e uma síntese que resultarão em um conjunto de eventos para o segundo movimento.
3- A Segunda Etapa - uma nova rodada, com as principais ocorrências ou acontecimentos que depois de respondidos, serão devolvidos ao moderador, para nova análise estatística das previsões de cada evento.
4- A Terceira Etapa - nova rodada, é pedido que façam novas projeções. Em caso de existência de um intervalo fora dos quartis inferior e superior, deverão ser justificadas as previsão/prognósticos.
Importante - todos os questionários deverão ser novamente analisados, o Moderador, organiza a argumentação apresentada, indicando as previsões fora dos intervalos interquartis.
Será gerada uma análise estatística e um resumo dos argumentos, sendo gerada a base para a quarta etapa.
5- A Quarta Etapa - todos serão convidados a fazer previsões/prognósticos, com base na análise estatística e no resumo dos argumentos - as divergências surgidas no questionário poderão ser questionadas.
O Moderador, quando receber os questionários, realizará uma análise mais profunda e resumindo os argumentos utilizados.
6- A Quinta Etapa ? a elaboração da argumentação final e a conclusão do relatório, indicando as datas calculadas a partir da análise das respostas dos especialistas e as opiniões, porém em caso de divergências, ou posições muito distantes na etapa anterior, o Moderador, deverá comparar os diversos argumentos para ver se existe algum erro no processo ou se ainda há divergências no Problema/Projeto/Tema.
7- Movimento Final - Final do Trabalho, apresentação dos resultados e implementação das ações.
Em caso de existência de divergências novas rodadas deverão ser realizadas. Prezados leitores, o Modelo de questionário e o Modelo de Método Delphi (fluxograma), poderão ser obtidos por email ou solicitação através dos comentários.
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
Apresento um excelente Case em que foi usado a Metodologia Delphi , na Dissertação de Mestrado submetida a PUC-PR de Paulo Henrique Pierin Pacheco ? ? Análise do processo de previsão de demanda B2B: O caso de um fornecedor do mercado Empresarial ?
Disponível em: http://www. biblioteca. pucpr. br/tede/tde_arquivos/5/TDE-2009-04-07T151030Z-1064/Publico/Paulo%20Henrique%20Pierin%20Pacheco. pdf"> Página 67 ? sobre um estudo feito na Furukawa Industrial S. A Produtos Elétricos.
A Engenharia Social
Publicado: 2010-08-05 às 16:00
Por Jorge PaulinoEngenheiro EletricistaA Engenharia Social é a técnica que consiste na obtenção de informações de caráter sigiloso ou a habilidade de enganar pessoas objetivando violar os procedimentos de seguranças, o termo vem do inglês ?social engineering?, que designa a arte de contornar dispositivos de segurança, podemos também defini-la como uma técnica de roubo de informações importantes por descuido, persuasão de pessoas ou despreparo da equipe técnica e/ou funcionários. É a habilidade em obterem-se informações através de manipulação, obtenção de dados ou informações privilegiadas / sigilosas por acesso indevido a determinado ambiente ou sistemas - Organogacionais ou Computacionais.
Os Principais alvos de um ataque e as Estratégias de Proteção
Com todo os aparatos de segurança disponíveis e várias empresas especializadas, dificilmente encontraremos alguma empresa ou organização que não tenha sido vítima de um ataque de engenharia social.
No nosso próprio dia a dia, quem nunca se viu questionado sobre um assunto e, acabou falando dados sem a percepção do conteúdo dito.
Quem nunca falou sobre algum emprego, vaga e oportunidades de compra e, alguém da nossa relação acaba se beneficiando dessa informação e nos questionamos - mas como ele sabia?
Imagina isso em grandes organizações, empresas, órgãos do governo, instituições financeiras, militares e etc. . .
São situações idênticas, porem envolvem pessoas preparadas, e as formas de ataque são cada vez mais audaciosas e altamente eficazes, e dificilmente deixam rastros, ou quando o deixam é de difícil rastreabilidade que acabam dificultando as ações de combate e a mensuração dos prejuízos.
Área de RiscoTécnica de AtaqueEstratégia de SegurançaPortariasAcesso físico de pessoas não autorizadasTreinar os funcionários envolvidos na área de segurança para não permitirem o acesso de pessoas sem o crachá de identificação ou autorizados e ainda checarem a informaçãoPrédiosLivre acesso às dependências do prédio inclusive as de caráter restritoOs visitantes deverão estar sempre acompanhados por um funcionário da empresa; nunca digitar senhas na presença de pessoas estranhas ao setor. Manter todos os documentos ou relatórios longe do alcance de pessoas não autorizadas e de preferência em envelopes lacrados. CPD, Informática (suporte/manutenção), Central Telefônica e Call CentersInstalação de programas espiões e analisadores de protocolo para conseguirem burlar a segurança e obter informações confidenciais como senhas da Internet ou Intranet; remoção de equipamentos; roubo de senhas de acesso a linhas telefônicas. Criar senhas fortes e fazer uso consciente da mesma, alterando-a periodicamente. Manter CPD e sala dos servidores sempre trancadas, e no caso de necessidade restringir o acesso aos técnicos da área, manter o inventário de equipamentos atualizado; controle de acesso às linhas telefônicas; desenvolver uma política de constante alteração das senhas e emitir constantes alertas aos funcionários para manterem em sigilo as suas senhas e evitarem o transito de informações confidenciais por telefone. Depósito de lixoVasculhar o lixo buscandode informações privilegiadas, por descartes simples sem a observância de medidas de segurança. Guardar o lixo da empresa em lugar seguro, triturar todo documento, e destruir todo o tipo de mídia magnética descartada.
Como ocorre a Engenharia Social:
1- Os Estudos Preliminares - O engenheiro social, busca as mais diversas informações dos usuários como, por exemplo, o número de CPF, data de nascimento, nomes dos pais, manuais da empresa, etc. ; informações estas, que ajudarão no estabelecimento de uma relação com alguém da empresa ou indivíduo visado.
2- A abordagem inicial - Exploração de um relacionamento ? O engenheiro social procura obter informações da vítima ou empresa como, por exemplo, senha, agenda de compromissos, dados de conta bancária ou cartão de crédito a serem usados no ataque. O ser humano costuma se agradar e sentir-se bem quando elogiado, ficando mais vulnerável e aberto a dar informações, sem perceber o conteúdo da sua fala.
3- O Planejamento ? com base nas informações coletadas, são exploradas todas as variáveis possíveis e construído todo um planejamento através dos dados obtidos.
4- A Simulação do Ataque ? O Engenheiro Social testa a eficiência do plano, a execução ocorre até a completa assimilação de todos os envolvidos.
5- A ação ? com base na estratégia de ação, são analisados os fatores humanos, psicológicos e físicos da estratégia, e a partir daí são colocados em práticas os movimentos iniciais da ação.
As formas de prevenção e proteção
A melhor estratégia de proteção à Engenharia Social é a utilização do bom senso, as empresas investem na manutenção de sistemas, em novas tecnologias, porem esquece de investir em palestras e treinamentos dos funcionários.
As palestras e treinamentos devem ser extensivos a toda a empresa e de forma hierarquizada, de acordo com o seu grau de envolvimento, porem em comum é o fato de quando houver indícios de ?ataque?, deverá haver um alerta imediato.
Principais Medidas para a Prevenção e Proteção
Estratégias de SegurançaAbordagemTreinamentos e Palestras
Conscientização dos funcionários do valor e da responsabilidade da informação que elas tem acesso, tanto as de aspecto pessoal quanto as institucionais. Política de Segurança Patrimonial
Dispor de funcionários de segurança treinados a fim de monitorar entrada e saída da organização e com os controles de acesso as dependências do prédio. Política de Segurança de Informações/ Controles de Acesso à Internet/intranet
Estabelecer procedimentos que eliminem quaisquer trocas de senhas.
Estimulo ao uso de senhas de difícil descoberta evitando as óbvias e imediata remoção das contas de usuários que não mais façam parte da instituição.
Criação de mecanismos de controle de acesso e restrição de acessos evitando privilégios a mínimos a usuários, de acordo com a sua área/setror - a fim de que estes possam realizar suas atividades.
Criar o controle de acesso restringindo a permissão de usuários que possam criar/remover/alterar contas e instalar software danosos à organização.
A engenharia social explora as vulnerabilidades, e grande parte dos incidentes tem como fator predominante a intervenção humana.
Muitas vezes, os investimentos em segurança não acompanham o crescimento das empresas, a segurança tem a ver com atualizações tecnológicas, de pessoas e dos processos.
É recomendável uma política de segurança centralizada, investimentos no fator humano e nas atualizações tecnológicas e em casos de ataque, possuir um plano de contingência (o Plano B)-evitando em casos de ataque a descontinuidade dos processos.
Fontes:
A Arte de Enganar , Kevin D. Mitnick e William L. Simon
Engenharia Social - Um Perigo Eminente, Marcos Antonio Popper e Juliano Tonizetti Brignoli, Monografia (Conclusão de Pós-Graduação ? ICPG -Gestão Empresarial e Estratégias de Informática da Universidade da Região de Joinville.
Sugiro o excelente vídeo A Arte de Enganar com a Engenharia Social - Palestra realizada por Marcos Flávio Araújo Assunção, onde ele apresenta os principais tipos de golpes e fraudes realizados pelos chamados Engenheiros Sociais, disponível no Canal Engenharia ver em http://engenharianodiaadia. blogspot. com/p/engenharia-em-videos. html.
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
Os Principais alvos de um ataque e as Estratégias de Proteção
Com todo os aparatos de segurança disponíveis e várias empresas especializadas, dificilmente encontraremos alguma empresa ou organização que não tenha sido vítima de um ataque de engenharia social.
No nosso próprio dia a dia, quem nunca se viu questionado sobre um assunto e, acabou falando dados sem a percepção do conteúdo dito.
Quem nunca falou sobre algum emprego, vaga e oportunidades de compra e, alguém da nossa relação acaba se beneficiando dessa informação e nos questionamos - mas como ele sabia?
Imagina isso em grandes organizações, empresas, órgãos do governo, instituições financeiras, militares e etc. . .
São situações idênticas, porem envolvem pessoas preparadas, e as formas de ataque são cada vez mais audaciosas e altamente eficazes, e dificilmente deixam rastros, ou quando o deixam é de difícil rastreabilidade que acabam dificultando as ações de combate e a mensuração dos prejuízos.
Área de RiscoTécnica de AtaqueEstratégia de SegurançaPortariasAcesso físico de pessoas não autorizadasTreinar os funcionários envolvidos na área de segurança para não permitirem o acesso de pessoas sem o crachá de identificação ou autorizados e ainda checarem a informaçãoPrédiosLivre acesso às dependências do prédio inclusive as de caráter restritoOs visitantes deverão estar sempre acompanhados por um funcionário da empresa; nunca digitar senhas na presença de pessoas estranhas ao setor. Manter todos os documentos ou relatórios longe do alcance de pessoas não autorizadas e de preferência em envelopes lacrados. CPD, Informática (suporte/manutenção), Central Telefônica e Call CentersInstalação de programas espiões e analisadores de protocolo para conseguirem burlar a segurança e obter informações confidenciais como senhas da Internet ou Intranet; remoção de equipamentos; roubo de senhas de acesso a linhas telefônicas. Criar senhas fortes e fazer uso consciente da mesma, alterando-a periodicamente. Manter CPD e sala dos servidores sempre trancadas, e no caso de necessidade restringir o acesso aos técnicos da área, manter o inventário de equipamentos atualizado; controle de acesso às linhas telefônicas; desenvolver uma política de constante alteração das senhas e emitir constantes alertas aos funcionários para manterem em sigilo as suas senhas e evitarem o transito de informações confidenciais por telefone. Depósito de lixoVasculhar o lixo buscandode informações privilegiadas, por descartes simples sem a observância de medidas de segurança. Guardar o lixo da empresa em lugar seguro, triturar todo documento, e destruir todo o tipo de mídia magnética descartada.
Como ocorre a Engenharia Social:
1- Os Estudos Preliminares - O engenheiro social, busca as mais diversas informações dos usuários como, por exemplo, o número de CPF, data de nascimento, nomes dos pais, manuais da empresa, etc. ; informações estas, que ajudarão no estabelecimento de uma relação com alguém da empresa ou indivíduo visado.
2- A abordagem inicial - Exploração de um relacionamento ? O engenheiro social procura obter informações da vítima ou empresa como, por exemplo, senha, agenda de compromissos, dados de conta bancária ou cartão de crédito a serem usados no ataque. O ser humano costuma se agradar e sentir-se bem quando elogiado, ficando mais vulnerável e aberto a dar informações, sem perceber o conteúdo da sua fala.
3- O Planejamento ? com base nas informações coletadas, são exploradas todas as variáveis possíveis e construído todo um planejamento através dos dados obtidos.
4- A Simulação do Ataque ? O Engenheiro Social testa a eficiência do plano, a execução ocorre até a completa assimilação de todos os envolvidos.
5- A ação ? com base na estratégia de ação, são analisados os fatores humanos, psicológicos e físicos da estratégia, e a partir daí são colocados em práticas os movimentos iniciais da ação.
As formas de prevenção e proteção
A melhor estratégia de proteção à Engenharia Social é a utilização do bom senso, as empresas investem na manutenção de sistemas, em novas tecnologias, porem esquece de investir em palestras e treinamentos dos funcionários.
As palestras e treinamentos devem ser extensivos a toda a empresa e de forma hierarquizada, de acordo com o seu grau de envolvimento, porem em comum é o fato de quando houver indícios de ?ataque?, deverá haver um alerta imediato.
Principais Medidas para a Prevenção e Proteção
Estratégias de SegurançaAbordagemTreinamentos e Palestras
Conscientização dos funcionários do valor e da responsabilidade da informação que elas tem acesso, tanto as de aspecto pessoal quanto as institucionais. Política de Segurança Patrimonial
Dispor de funcionários de segurança treinados a fim de monitorar entrada e saída da organização e com os controles de acesso as dependências do prédio. Política de Segurança de Informações/ Controles de Acesso à Internet/intranet
Estabelecer procedimentos que eliminem quaisquer trocas de senhas.
Estimulo ao uso de senhas de difícil descoberta evitando as óbvias e imediata remoção das contas de usuários que não mais façam parte da instituição.
Criação de mecanismos de controle de acesso e restrição de acessos evitando privilégios a mínimos a usuários, de acordo com a sua área/setror - a fim de que estes possam realizar suas atividades.
Criar o controle de acesso restringindo a permissão de usuários que possam criar/remover/alterar contas e instalar software danosos à organização.
A engenharia social explora as vulnerabilidades, e grande parte dos incidentes tem como fator predominante a intervenção humana.
Muitas vezes, os investimentos em segurança não acompanham o crescimento das empresas, a segurança tem a ver com atualizações tecnológicas, de pessoas e dos processos.
É recomendável uma política de segurança centralizada, investimentos no fator humano e nas atualizações tecnológicas e em casos de ataque, possuir um plano de contingência (o Plano B)-evitando em casos de ataque a descontinuidade dos processos.
Fontes:
A Arte de Enganar , Kevin D. Mitnick e William L. Simon
Engenharia Social - Um Perigo Eminente, Marcos Antonio Popper e Juliano Tonizetti Brignoli, Monografia (Conclusão de Pós-Graduação ? ICPG -Gestão Empresarial e Estratégias de Informática da Universidade da Região de Joinville.
Sugiro o excelente vídeo A Arte de Enganar com a Engenharia Social - Palestra realizada por Marcos Flávio Araújo Assunção, onde ele apresenta os principais tipos de golpes e fraudes realizados pelos chamados Engenheiros Sociais, disponível no Canal Engenharia ver em http://engenharianodiaadia. blogspot. com/p/engenharia-em-videos. html.
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
O Novo Código Florestal e o Futuro do Meio Ambiente
Publicado: 2010-07-30 às 00:30
A Engenharia no dia a dia publica o artigo do Professor Rodrigo Gomes da Costa, sobre o polêmico texto do Novo Código Florestal.
Por Rodrigo Gomes da Costa
Professor de Geografia
No ultimo dia 06/07/2010, foi aprovado na Câmara dos Deputados em Brasília o texto do novo código florestal. Muita polêmica e discussão marcaram a votação que colocou novamente em lados opostos a bancada ruralista e a ambientalista.
É necessário para melhor entendimento e análise as mudanças que foram aprovadas. A primeira mudança foi a anistia, ou seja, o perdão de multas para quem desmatou encostas de morros e regiões de nascentes até julho de 2008. Outra mudança polêmica foi a diminuição da área que deve ser preservada á partir da margem de um rio, sendo que em um rio com até cinco metros de largura, a área que tem que ser preservada cai de 30(trinta) para 15(quinze) metros podendo chegar a 7,5 metros. Vale lembrar que essa área chamada de mata ciliar é responsável pela preservação da ?saúde? do rio, pois evita o assoreamento.
E não acaba por aí, pois a mudança que gerou maior discussão foi com relação a área de preservação dentro da pequena propriedade chamada de reserva legal que simplesmente acabou para módulos considerados pequenos, gerando revolta por parte dos ambientalistas. Mas vamos entender melhor isso:
O módulo rural diz respeito a dimensão de terra que permite ao agricultor e sua família obter uma renda que lhes proporcione uma condição de vida aceitável e varia de acordo com as características da região e com a cultura empregada. A definição de módulo rural segundo o estatuto de terra (lei 4504/64) é:
?o módulo rural é menor parcela de fracionamento do solo rural, levando-se em conta vários critérios objetivos que permitiriam ao trabalhador dali extrair o seu sustento e o de sua família, absorvendo-lhe toda a força própria de trabalho, garantindo-lhes a subsistência e o progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região e tipo de exploração, e eventualmente trabalhado com ajuda de terceiros".
Cabe ao INCRA estabelecer para cada município o tamanho de cada módulo rural de acordo com as características já citadas. Para exemplificar, podemos citar que o módulo rural na Amazônia é de 100 hectares (1 milhão de metros quadrados). As pequenas propriedades que podem chegar a 400 hectares em alguns estados, não são mais obrigadas a preservar uma determinada parcela da área da sua propriedade como estabelecia o código florestal que dizia:
?Compreende a área de cobertura vegetal destinada à preservação e está prevista nos artigos 16 e 44 do Código Florestal (Lei nº 4. 771, de 15/9/65). Diz se ali que as florestas de domínio privado podem ser exploradas, mas com a conservação de 20% da cobertura arbórea em imóveis nas regiões Leste Meridional, Sul e Centro-Oeste, esta na parte sul, nos termos do art. 16; e em 80%, em se tratando de imóvel situado nas regiões Norte e parte Norte da região Centro-Oeste, conforme o art. 44 (com a redação dada pela Medida Provisória nº 2. 166-67, de 24/8/01, que altera os artigos 1º, 4º, 14, 16 e 44 e acresce dispositivos à Lei nº 4. 771/65, Código Florestal, altera o artigo 10 da Lei nº 9. 393, de 19/12/96, dispõe sobre o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR, entre outras providências, e que vem sendo reeditada sistematicamente e está em votação no Congresso). ?
Conclui-se então, que uma propriedade como a citada acima de 400 hectares localizada na região Centro-Oeste, teria que preservar uma área de 80 hectares ou 800 mil metros quadrados de cobertura arbórea e se essa propriedade se localizar na região Norte a área a ser preservada é de 320 hectares ou de 3 milhões e 200 mil metros quadrados. Com esses dados, pode-se ter a noção de como aumentará a extensão de áreas desmatadas e tudo isso com o aval do poder público.
As propriedades maiores continuam obrigadas a manter as reservas legais, mas segundo os ruralistas.
Quando a proposta for votada no senado, eles tentarão derrubar a exigência da preservação da mata nativa também nas grandes propriedades, sendo que o projeto só vai para o senado depois das eleições de outubro.
Para os ambientalistas e digo políticos, professores, estudiosos ou somente amantes da natureza, que são movidos pelo otimismo gerado por melhorias nas leis e principalmente na evolução dos estudos ambientais nas últimas décadas, essa mudança no código é um duro golpe. Significa um retrocesso de todas as conquistas que necessitaram de tanto sacrifício.
O objetivo desse artigo que escrevo com enorme tristeza é mostrar que ainda hoje mesmo com toda ênfase dada a questão ambiental, conquistada a duras penas, o meio ambiente ainda é o lado da corda que arrebenta quando confrontado com a ganância e com a irracionalidade dos políticos que administram esse país. Resta levantar a cabeça e continuar lutando.
Para a reprodução total ou parcial deste Artigo, fazer contato com Professor Rodrigo Gomes da Costa - rogeougf@hotmail. com. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
O Professor Rodrigo Gomes da Costa, leciona a disciplina de Geografia nos Colégios Silva e Souza, Centro Educacional Ferreira de Almeida e no Colégio Daltro.
Por Rodrigo Gomes da Costa
Professor de Geografia
No ultimo dia 06/07/2010, foi aprovado na Câmara dos Deputados em Brasília o texto do novo código florestal. Muita polêmica e discussão marcaram a votação que colocou novamente em lados opostos a bancada ruralista e a ambientalista.
É necessário para melhor entendimento e análise as mudanças que foram aprovadas. A primeira mudança foi a anistia, ou seja, o perdão de multas para quem desmatou encostas de morros e regiões de nascentes até julho de 2008. Outra mudança polêmica foi a diminuição da área que deve ser preservada á partir da margem de um rio, sendo que em um rio com até cinco metros de largura, a área que tem que ser preservada cai de 30(trinta) para 15(quinze) metros podendo chegar a 7,5 metros. Vale lembrar que essa área chamada de mata ciliar é responsável pela preservação da ?saúde? do rio, pois evita o assoreamento.
E não acaba por aí, pois a mudança que gerou maior discussão foi com relação a área de preservação dentro da pequena propriedade chamada de reserva legal que simplesmente acabou para módulos considerados pequenos, gerando revolta por parte dos ambientalistas. Mas vamos entender melhor isso:
O módulo rural diz respeito a dimensão de terra que permite ao agricultor e sua família obter uma renda que lhes proporcione uma condição de vida aceitável e varia de acordo com as características da região e com a cultura empregada. A definição de módulo rural segundo o estatuto de terra (lei 4504/64) é:
?o módulo rural é menor parcela de fracionamento do solo rural, levando-se em conta vários critérios objetivos que permitiriam ao trabalhador dali extrair o seu sustento e o de sua família, absorvendo-lhe toda a força própria de trabalho, garantindo-lhes a subsistência e o progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região e tipo de exploração, e eventualmente trabalhado com ajuda de terceiros".
Cabe ao INCRA estabelecer para cada município o tamanho de cada módulo rural de acordo com as características já citadas. Para exemplificar, podemos citar que o módulo rural na Amazônia é de 100 hectares (1 milhão de metros quadrados). As pequenas propriedades que podem chegar a 400 hectares em alguns estados, não são mais obrigadas a preservar uma determinada parcela da área da sua propriedade como estabelecia o código florestal que dizia:
?Compreende a área de cobertura vegetal destinada à preservação e está prevista nos artigos 16 e 44 do Código Florestal (Lei nº 4. 771, de 15/9/65). Diz se ali que as florestas de domínio privado podem ser exploradas, mas com a conservação de 20% da cobertura arbórea em imóveis nas regiões Leste Meridional, Sul e Centro-Oeste, esta na parte sul, nos termos do art. 16; e em 80%, em se tratando de imóvel situado nas regiões Norte e parte Norte da região Centro-Oeste, conforme o art. 44 (com a redação dada pela Medida Provisória nº 2. 166-67, de 24/8/01, que altera os artigos 1º, 4º, 14, 16 e 44 e acresce dispositivos à Lei nº 4. 771/65, Código Florestal, altera o artigo 10 da Lei nº 9. 393, de 19/12/96, dispõe sobre o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR, entre outras providências, e que vem sendo reeditada sistematicamente e está em votação no Congresso). ?
Conclui-se então, que uma propriedade como a citada acima de 400 hectares localizada na região Centro-Oeste, teria que preservar uma área de 80 hectares ou 800 mil metros quadrados de cobertura arbórea e se essa propriedade se localizar na região Norte a área a ser preservada é de 320 hectares ou de 3 milhões e 200 mil metros quadrados. Com esses dados, pode-se ter a noção de como aumentará a extensão de áreas desmatadas e tudo isso com o aval do poder público.
As propriedades maiores continuam obrigadas a manter as reservas legais, mas segundo os ruralistas.
Quando a proposta for votada no senado, eles tentarão derrubar a exigência da preservação da mata nativa também nas grandes propriedades, sendo que o projeto só vai para o senado depois das eleições de outubro.
Para os ambientalistas e digo políticos, professores, estudiosos ou somente amantes da natureza, que são movidos pelo otimismo gerado por melhorias nas leis e principalmente na evolução dos estudos ambientais nas últimas décadas, essa mudança no código é um duro golpe. Significa um retrocesso de todas as conquistas que necessitaram de tanto sacrifício.
O objetivo desse artigo que escrevo com enorme tristeza é mostrar que ainda hoje mesmo com toda ênfase dada a questão ambiental, conquistada a duras penas, o meio ambiente ainda é o lado da corda que arrebenta quando confrontado com a ganância e com a irracionalidade dos políticos que administram esse país. Resta levantar a cabeça e continuar lutando.
Para a reprodução total ou parcial deste Artigo, fazer contato com Professor Rodrigo Gomes da Costa - rogeougf@hotmail. com. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
O Professor Rodrigo Gomes da Costa, leciona a disciplina de Geografia nos Colégios Silva e Souza, Centro Educacional Ferreira de Almeida e no Colégio Daltro.
A Importância do Planejamento Estratégico para a sobrevivência das Empresas
Publicado: 2010-07-26 às 17:23
Imagem disponível em:http://info. abril. com. br/dicas/escritorio/planilhas/arrase-nos-graficos-com-o-excel-2007. shtml
Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista
Artigo Escrito para o Blog TopTalent
Disponível em http://www. toptalent. com. br/?p=4861
Com o atual cenário econômico mundial globalizado em que a competitividade, as constantes instabilidades políticas e econômicas, além das inúmeras adversidades ambientais, várias empresas agem de maneira mais instintiva do que através de um consciente Planejamento Estratégico.
O Planejamento Estratégico torna-se muitas vezes um item secundário em épocas de crise.
Sem um bom Planejamento e uma estratégia bem fundamentada na Administração Científica, as empresas colocam em risco a própria sobrevivência em um mercado competitivo.
Peter Drucker, no seu livro Introdução a Administração, define Planejamento Estratégico como: ?planejamento estratégico é um processo contínuo de, sistematicamente e com o maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões atuais que envolvam riscos; organizar sistematicamente as atividades necessárias à execução destas decisões e, através de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas?.
Sintetizando, o Planejamento Estratégico consiste com base na missão e no negócio da empresa, elaborar um Plano de Ação e de Metas com objetivo de garantir a qualidade, o Lucro, e a Marca da Empresa, oferecendo uma visão de futuro, independente do porte da organização.
A palavra estratégia vem do grego antigo e significa a qualidade ou habilidade do general, o conceito de ?estratégia?, é oriundo dos cenários de guerra, segundo Idalberto Chiavenato no livro - Planejamento Estratégico ? Fundamentos e Aplicações, ?As constantes lutas e batalhas ao longo dos séculos fizeram com que os militares começassem a pensar antes de agir. A condução das guerras passou a ser planejada com antecipação?.
Do grego:
STRATEGÍA
Arte de planejar e executar movimentos e operações visando alcançar ou manter posição relativa e potenciais favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados Objetivos.
Do latim:
STRATEGIA
Arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar Objetivos específicos.
Para se obter um perfeito Planejamento, devem ser definidos alguns parâmetros, tais como:
1- Quem coordenará?
-É necessária imparcialidade e experiência.
2- Quais os Níveis de competência para a elaboração?
-É necessária a definição da equipe de trabalho.
3- Aonde realizar as reuniões?
-Pela complexidade e dedicação necessária, o local deverá ser neutro, sem as interferências das rotinas diárias.
4- O Tempo?
- O tempo deve ser graduado conforme a complexidade da Empresa.
5- Como definir o Planejamento?
-Devemos definir as etapas do planejamento.
Modelo de elaboração baseados em 5 Etapas para o Planejamento Estratégico
1º Definição e aprovação do Negócio e da Missão da empresa
É a etapa fundamental na elaboração de qualquer planejamento estratégico, a equipe deverá se concentrar e desenvolver o trabalho com base na missão e no negócio da empresa.
2º Analise dos Cenários Interno e Externo
No Cenário Externo, devem-se identificar quais os fatores que poderão a médio e a longo prazo tornarem?se Oportunidades ou Ameaças ao desenvolvimento da Empresa.
É o momento que o grupo de trabalho, identificam e examinam as forças restritivas e impulsoras do cenário no sentido de atingir os seus objetivos.
As Ameaças ? podemos destacar: as políticas governamentais, os avanços tecnológicos, as mudanças econômicas e sócio-culturais da área de atuação, a concorrência, a localização geográfica, a demografia, etc.
As Oportunidades ? os fatores destacados como ameaças poderão também se tornar um novo nicho de oportunidades, é necessário que a Equipe tenha todos os dados dos cenários e no potencial de mercado da empresa e perceber e registrar quais fatores poderiam favorecer o desenvolvimento da organização.
No Cenário Interno, deve-se diagnosticar a saúde da empresa quais os fatores internos que poderão a médio e a longo prazo tornarem?se Ameaças ao desenvolvimento da Empresa.
As Fraquezas ? consiste em analisar os fatores que estão afetando o desempenho da empresa.
Nesta fase devem ser verificados: os sistemas de informação, os recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos, os controles internos, a filosofia e a cultura, a estrutura organizacional e a física, o estilo gerencial, a qualidade dos produtos e dos serviços, etc.
As Forças ? consiste em verificar o que a empresa possui de ?bom?, quais são os seus pontos fortes e que se destacam no mercado e, dentro dos itens relacionados acima como fraquezas, e buscar todos os fatores positivos relacionados.
3º Formulação de Estratégias
As estratégias são definidas com base na análise dos dados levantados (nos Cenários Externos e Internos), e pela definição dos principais objetivos e no agrupamento dos temas propostos.
Toda a estratégia deverá estar voltada para um ?Cenário Futuro da Empresa?, estar de acordo com a missão, visão, negócio e ambiente e principalmente conter ações que possam inovar os processos atuais e futuros.
Devem ser detalhadas, toda a Estrutura básica do plano de ação, os Objetivos do Plano de Ação, e as Estratégias.
4º Implementação dos projetos
É talvez a etapa mais difícil, face à necessidade de sensibilização e conscientização dos recursos humanos sobre a importância do Plano de Ação. Hoje, algumas empresas optam por efetuar uma gestão participativa em algumas etapas deste planejamento; buscando promover um comprometimento de todos.
Um outro importante aspecto do planejamento estratégico, seguir o cronograma de acordo com Plano de Ação, e estar atento ao mercado, aos cenários externos, as mudanças econômicas, as Catástrofes Naturais e etc.
5 º Acompanhamento e Avaliação
O planejamento estratégico não pode ser ?estático/fixo? , como todo processo precisa ser ?dinâmico?, deverá ser permanentemente acompanhado e constantemente revisado/atualizado sempre que necessário - os desvios e as necessidades deverão ser corrigidas com maior brevidade possível.
Independente do porte da Empresa deve-se elaborar um planejamento consistente e conciso, as empresas de ?Médio e de Pequeno porte?, tem a tendência de preocupar-se mais em produzir do que em fazer um planejamento estratégico que traga eficiência e eficácia.
Hoje, a ?palavra de ordem? do mercado é competitividade!
E esta situação tende a se agravar de forma substancial, principalmente porque a formula para as empresas se destacarem nesse mercado competitivo é ser melhor que o seu concorrente.
A gestão deverá ser sempre evolutiva e em tempos de crise, as empresas não deverão assumir riscos desnecessários.
Um planejamento estratégico consistente e conciso deve ser o diferencial da empresa num mercado altamente competitivo.
Fontes:
Introdução a Administração, Peter Drucker
Planejamento Estratégico ? Fundamentos e Aplicações, Idalberto Chiavenato
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
Por Jorge Paulino
Engenheiro Eletricista
Artigo Escrito para o Blog TopTalent
Disponível em http://www. toptalent. com. br/?p=4861
Com o atual cenário econômico mundial globalizado em que a competitividade, as constantes instabilidades políticas e econômicas, além das inúmeras adversidades ambientais, várias empresas agem de maneira mais instintiva do que através de um consciente Planejamento Estratégico.
O Planejamento Estratégico torna-se muitas vezes um item secundário em épocas de crise.
Sem um bom Planejamento e uma estratégia bem fundamentada na Administração Científica, as empresas colocam em risco a própria sobrevivência em um mercado competitivo.
Peter Drucker, no seu livro Introdução a Administração, define Planejamento Estratégico como: ?planejamento estratégico é um processo contínuo de, sistematicamente e com o maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões atuais que envolvam riscos; organizar sistematicamente as atividades necessárias à execução destas decisões e, através de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas?.
Sintetizando, o Planejamento Estratégico consiste com base na missão e no negócio da empresa, elaborar um Plano de Ação e de Metas com objetivo de garantir a qualidade, o Lucro, e a Marca da Empresa, oferecendo uma visão de futuro, independente do porte da organização.
A palavra estratégia vem do grego antigo e significa a qualidade ou habilidade do general, o conceito de ?estratégia?, é oriundo dos cenários de guerra, segundo Idalberto Chiavenato no livro - Planejamento Estratégico ? Fundamentos e Aplicações, ?As constantes lutas e batalhas ao longo dos séculos fizeram com que os militares começassem a pensar antes de agir. A condução das guerras passou a ser planejada com antecipação?.
Do grego:
STRATEGÍA
Arte de planejar e executar movimentos e operações visando alcançar ou manter posição relativa e potenciais favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados Objetivos.
Do latim:
STRATEGIA
Arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar Objetivos específicos.
Para se obter um perfeito Planejamento, devem ser definidos alguns parâmetros, tais como:
1- Quem coordenará?
-É necessária imparcialidade e experiência.
2- Quais os Níveis de competência para a elaboração?
-É necessária a definição da equipe de trabalho.
3- Aonde realizar as reuniões?
-Pela complexidade e dedicação necessária, o local deverá ser neutro, sem as interferências das rotinas diárias.
4- O Tempo?
- O tempo deve ser graduado conforme a complexidade da Empresa.
5- Como definir o Planejamento?
-Devemos definir as etapas do planejamento.
Modelo de elaboração baseados em 5 Etapas para o Planejamento Estratégico
1º Definição e aprovação do Negócio e da Missão da empresa
É a etapa fundamental na elaboração de qualquer planejamento estratégico, a equipe deverá se concentrar e desenvolver o trabalho com base na missão e no negócio da empresa.
2º Analise dos Cenários Interno e Externo
No Cenário Externo, devem-se identificar quais os fatores que poderão a médio e a longo prazo tornarem?se Oportunidades ou Ameaças ao desenvolvimento da Empresa.
É o momento que o grupo de trabalho, identificam e examinam as forças restritivas e impulsoras do cenário no sentido de atingir os seus objetivos.
As Ameaças ? podemos destacar: as políticas governamentais, os avanços tecnológicos, as mudanças econômicas e sócio-culturais da área de atuação, a concorrência, a localização geográfica, a demografia, etc.
As Oportunidades ? os fatores destacados como ameaças poderão também se tornar um novo nicho de oportunidades, é necessário que a Equipe tenha todos os dados dos cenários e no potencial de mercado da empresa e perceber e registrar quais fatores poderiam favorecer o desenvolvimento da organização.
No Cenário Interno, deve-se diagnosticar a saúde da empresa quais os fatores internos que poderão a médio e a longo prazo tornarem?se Ameaças ao desenvolvimento da Empresa.
As Fraquezas ? consiste em analisar os fatores que estão afetando o desempenho da empresa.
Nesta fase devem ser verificados: os sistemas de informação, os recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos, os controles internos, a filosofia e a cultura, a estrutura organizacional e a física, o estilo gerencial, a qualidade dos produtos e dos serviços, etc.
As Forças ? consiste em verificar o que a empresa possui de ?bom?, quais são os seus pontos fortes e que se destacam no mercado e, dentro dos itens relacionados acima como fraquezas, e buscar todos os fatores positivos relacionados.
3º Formulação de Estratégias
As estratégias são definidas com base na análise dos dados levantados (nos Cenários Externos e Internos), e pela definição dos principais objetivos e no agrupamento dos temas propostos.
Toda a estratégia deverá estar voltada para um ?Cenário Futuro da Empresa?, estar de acordo com a missão, visão, negócio e ambiente e principalmente conter ações que possam inovar os processos atuais e futuros.
Devem ser detalhadas, toda a Estrutura básica do plano de ação, os Objetivos do Plano de Ação, e as Estratégias.
4º Implementação dos projetos
É talvez a etapa mais difícil, face à necessidade de sensibilização e conscientização dos recursos humanos sobre a importância do Plano de Ação. Hoje, algumas empresas optam por efetuar uma gestão participativa em algumas etapas deste planejamento; buscando promover um comprometimento de todos.
Um outro importante aspecto do planejamento estratégico, seguir o cronograma de acordo com Plano de Ação, e estar atento ao mercado, aos cenários externos, as mudanças econômicas, as Catástrofes Naturais e etc.
5 º Acompanhamento e Avaliação
O planejamento estratégico não pode ser ?estático/fixo? , como todo processo precisa ser ?dinâmico?, deverá ser permanentemente acompanhado e constantemente revisado/atualizado sempre que necessário - os desvios e as necessidades deverão ser corrigidas com maior brevidade possível.
Independente do porte da Empresa deve-se elaborar um planejamento consistente e conciso, as empresas de ?Médio e de Pequeno porte?, tem a tendência de preocupar-se mais em produzir do que em fazer um planejamento estratégico que traga eficiência e eficácia.
Hoje, a ?palavra de ordem? do mercado é competitividade!
E esta situação tende a se agravar de forma substancial, principalmente porque a formula para as empresas se destacarem nesse mercado competitivo é ser melhor que o seu concorrente.
A gestão deverá ser sempre evolutiva e em tempos de crise, as empresas não deverão assumir riscos desnecessários.
Um planejamento estratégico consistente e conciso deve ser o diferencial da empresa num mercado altamente competitivo.
Fontes:
Introdução a Administração, Peter Drucker
Planejamento Estratégico ? Fundamentos e Aplicações, Idalberto Chiavenato
Autorizada a reprodução total ou parcial deste Artigo, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de trechos ou partes, em qualquer sistema de processamento de dados.
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