"Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. "
E. S. E. c. XIV it. 8 - Allan Kardec
Espiritismo na Internet
Blog para Divulgar a Doutrina Espírita, artigos de Chico Xavier, Divaldo Fanco, Raul e Teixeira e tudo sobre a Doutrina Espirita
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Laços de Família
Publicado: 2013-03-29 às 14:22
Família
Publicado: 2013-03-23 às 12:31
O termo ?família? é derivado do latim ?famulus?, que significa ?servo?. Demonstrando, assim, que em família devemos servir uns aos outros. Nos bancos escolares aprendemos que a família é a célula mater da sociedade, o elemento fundamental para que possamos viver em harmonia e progredirmos. Infelizmente nota-se que muitas destas células estão enfermas.
A Doutrina Espírita a considera a família como instrumento do ?progresso na marcha da humanidade? e sua abolição traria sérias conseqüências como ?uma recrudescência do egoísmo? e ?uma regressão à vida dos animais?. Como bem explicado nas questões 695, 696 e 775 de O Livro dos Espíritos.
É no ambiente familiar que aprendemos sobre:
- O respeito as autoridades personificado na figura dos pais, mais especificamente na figura paterna como dizem os especialistas.
- Em família aprendemos sobre o amor ? a exemplo de um jogo de xadrez, quando a Rainha é sacrificada em favor do todo, muitas vezes a mãe deixa de suprir as próprias necessidades, não se importando consigo mesma em benefício de um filho, num constante processo de doação e amor. Quão poucos conseguem perceber esta atitude tão nobre e digna de uma verdadeira Rainha.
- É na família que aprendemos o respeito ao próximo na convivência com os irmãos. Compreendendo quais são os nossos limites.
- Aprendemos sobre o respeito aos mais velhos, na figura dos nossos queridos avós que, muitas vezes cansados pelas tribulações da vida, mas com a sabedoria adquirida, sempre tem uma palavra consoladora trazendo o alento ao nosso coração.
- Aprendemos, ainda, sobre não sermos egoístas, uma vez que devemos compartilhar o que possuímos com todos os membros desta célula.
- É ali que se exercita a cooperação. Afinal, como a família é uma comunidade, há necessidade de ajuda mútua.
- É na família que se aprende a transformar o fel das dificuldades, as amarguras das incompreensões no doce néctar das atenções, do entendimento e da compaixão.
- Se por um lado encontramos no ambiente familiar alguns desafetos nos oferecendo a oportunidade de estabelecer a simpatia, os afetos são os sustentáculos em todos os momentos.
- Quando a família enfrenta as dificuldades com união, cresce e supera problemas considerados insolúveis.
Certa vez Jesus estava no meio da multidão ensinando a sua doutrina de amor, quando lhe informaram que sua mãe e seus irmãos o chamavam, o que ele respondeu: ?Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, olhando para os que estavam assentados ao seu derredor, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; pois, todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe?.
Ensinando naquele momento, que a família transcende os laços consangüíneos.
FONTES
O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, Site Momento Espírita, publicação de 13/08/2008, 10/08/2009, 21/07/2010
A Doutrina Espírita a considera a família como instrumento do ?progresso na marcha da humanidade? e sua abolição traria sérias conseqüências como ?uma recrudescência do egoísmo? e ?uma regressão à vida dos animais?. Como bem explicado nas questões 695, 696 e 775 de O Livro dos Espíritos.
É no ambiente familiar que aprendemos sobre:
- O respeito as autoridades personificado na figura dos pais, mais especificamente na figura paterna como dizem os especialistas.
- Em família aprendemos sobre o amor ? a exemplo de um jogo de xadrez, quando a Rainha é sacrificada em favor do todo, muitas vezes a mãe deixa de suprir as próprias necessidades, não se importando consigo mesma em benefício de um filho, num constante processo de doação e amor. Quão poucos conseguem perceber esta atitude tão nobre e digna de uma verdadeira Rainha.
- É na família que aprendemos o respeito ao próximo na convivência com os irmãos. Compreendendo quais são os nossos limites.
- Aprendemos sobre o respeito aos mais velhos, na figura dos nossos queridos avós que, muitas vezes cansados pelas tribulações da vida, mas com a sabedoria adquirida, sempre tem uma palavra consoladora trazendo o alento ao nosso coração.
- Aprendemos, ainda, sobre não sermos egoístas, uma vez que devemos compartilhar o que possuímos com todos os membros desta célula.
- É ali que se exercita a cooperação. Afinal, como a família é uma comunidade, há necessidade de ajuda mútua.
- É na família que se aprende a transformar o fel das dificuldades, as amarguras das incompreensões no doce néctar das atenções, do entendimento e da compaixão.
- Se por um lado encontramos no ambiente familiar alguns desafetos nos oferecendo a oportunidade de estabelecer a simpatia, os afetos são os sustentáculos em todos os momentos.
- Quando a família enfrenta as dificuldades com união, cresce e supera problemas considerados insolúveis.
Certa vez Jesus estava no meio da multidão ensinando a sua doutrina de amor, quando lhe informaram que sua mãe e seus irmãos o chamavam, o que ele respondeu: ?Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, olhando para os que estavam assentados ao seu derredor, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; pois, todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe?.
Ensinando naquele momento, que a família transcende os laços consangüíneos.
FONTES
O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, Site Momento Espírita, publicação de 13/08/2008, 10/08/2009, 21/07/2010
Publicado: 2013-03-20 às 03:44
O LIVRO DOS ESPÍRITOS
A primeira obra publicada por Kardec é, na essência, um tratado de perguntas e respostas de caráter filosófico. Em 1019 itens, o Codificador apresenta os princípios basilares da Doutrina que, posteriormente, serão desenvolvidos nos outros livros.
Na primeira parte do Livro, o autor estuda as causas primárias, Deus, o espírito e a matéria. Traça considerações a respeito do princípio vital e da criação.
Na parte segunda, Kardec vai dissecar em profundidade o Mundo dos Espíritos; a encarnação, a desencarnação, a missão e ocupação dos Espíritos, bem como seu inter-relacionamento com os homens.
A terceira parte tem um caráter eminentemente moral, pois Kardec vai examinar a Lei Natural, subdividida em dez Leis Morais que regem as relações humanas: Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade e Justiça, Amor e Caridade.
Na última parte, o codificador se preocupa com as Esperanças e Consolações, introduzindo a sonda de suas investigações na complexa Lei de Causa e Efeito.
LEIA A OBRA AQUI
A primeira obra publicada por Kardec é, na essência, um tratado de perguntas e respostas de caráter filosófico. Em 1019 itens, o Codificador apresenta os princípios basilares da Doutrina que, posteriormente, serão desenvolvidos nos outros livros.
Na primeira parte do Livro, o autor estuda as causas primárias, Deus, o espírito e a matéria. Traça considerações a respeito do princípio vital e da criação.
Na parte segunda, Kardec vai dissecar em profundidade o Mundo dos Espíritos; a encarnação, a desencarnação, a missão e ocupação dos Espíritos, bem como seu inter-relacionamento com os homens.
A terceira parte tem um caráter eminentemente moral, pois Kardec vai examinar a Lei Natural, subdividida em dez Leis Morais que regem as relações humanas: Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade e Justiça, Amor e Caridade.
Na última parte, o codificador se preocupa com as Esperanças e Consolações, introduzindo a sonda de suas investigações na complexa Lei de Causa e Efeito.
LEIA A OBRA AQUI
O que posso ou o que quero?
Publicado: 2013-02-27 às 01:56
. . . Em reunião mediúnica, logo nos primeiros tempos de minha participação na diretoria do Centro Espírita Amor e Caridade, na década de 50, século passado, o presidente da Instituição pediu ajuda aos mentores espirituais para resolver problemas existentes na sustentação dos serviços filantrópicos e doutrinários ali existentes. Para minha surpresa, o mentor que se manifestou disse: O grande problema é que vocês fazem o que querem; não fazem o que podem. Se o fizessem, realizariam prodígios em suas atividades, superando todas as dificuldades.
Foi uma das lições mais incisivas e importantes que recebi da Espiritualidade. Raros não se enquadram, porquanto as pessoas pouco investem na aquisição das riquezas ?que as traças e a ferrugem não corroem, nem os ladrões roubam?, como ensinava Jesus. Estão representadas, em boa parte, pelos valores espirituais que adquirimos quando nos dispomos a servir, participando de iniciativas que visam o bem do próximo.
Vejo voluntários na Casa Espírita que desenvolvem determinada atividade em duas horas semanais, o que representa apenas 1,19% das 168 horas que compõem o ciclo de sete dias. Alegam falta de tempo, sem considerar que tempo é uma questão de preferência. A propósito, segundo levantamento do Ibope, o brasileiro vê televisão por cinco horas e meia, em média, diariamente, o que representa 22,91% da semana.
E você sabe, leitor amigo, que nossa televisão não é das mais edificantes, principalmente as novelas que ocupam boa parte dessa audiência, a exaltarem o adultério, o sexo promíscuo, a desonestidade, a mentira, a dissolução dos costumes, tomados como padrão de comportamento pelos incautos. Isso sem falar dos programas do tipo Reality Show, de uma indigência intelectual e moral assustadora. Quanto tempo perdido, mal usado, comprometedor, não apenas para os que fazem tais programas, mas também para os telespectadores que recebem estímulos nada edificantes a inspirá-los negativamente!
Hoje, talvez mais do que ontem, repercute como expressão da realidade a observação de Jesus: ?A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros?. A seara tem o tamanho do mundo, com muito serviço em favor dos sofredores de todos os matizes, mas poucos são os que se dispõem a arregaçar as mangas, entregando-se ao serviço. E os que o fazem não raro limitam-se aos míseros 1,19%. Fazem o que querem, sem fazer o muito que podem.
Geralmente imaginamos que as regiões umbralinas, o purgatório descrito por André Luiz, são habitadas por Espíritos que praticaram o mal na Terra, comprometendo-se no crime, na desonestidade, no vício. . . No entanto, basta observar com atenção, principalmente no testemunho de Espíritos que se manifestam nas reuniões mediúnicas, que a população dos sofredores no Umbral é formada, em grande parte, pelos indiferentes, que não acharam tempo nem disposição para o empenho do Bem, para a vinculação a obras filantrópicas.
Lá anda também o pessoal dos 1,19%, de tão reduzido combustível adquirido na lavoura do bem, que não foi suficiente para sustentar bruxuleante vela que lhes possibilitasse encontrar o caminho de saída na escuridão umbralina. É disso que nos fala André Luiz, quando adverte, no livro Nosso lar, psicografia de Chico Xavier: Ó amigos da Terra, quantos de vós podereis evitar o caminho da amargura com o preparo dos campos interiores do coração? Acendei vossas luzes antes de atravessar a grande sombra. Buscai a verdade antes que a verdade vos surpreenda. Suai agora para não chorardes depois.
Seria conveniente avaliar periodicamente a utilização de nosso tempo, perguntando, conforme a observação do mentor espiritual: No investimento em favor do tesouro que as traças e a ferrugem não corroem nem os ladrões roubam, estou fazendo o que posso ou tão somente o que quero?
(Reformador de Fevereiro de 2013 ? Richard Simonetti)
Foi uma das lições mais incisivas e importantes que recebi da Espiritualidade. Raros não se enquadram, porquanto as pessoas pouco investem na aquisição das riquezas ?que as traças e a ferrugem não corroem, nem os ladrões roubam?, como ensinava Jesus. Estão representadas, em boa parte, pelos valores espirituais que adquirimos quando nos dispomos a servir, participando de iniciativas que visam o bem do próximo.
Vejo voluntários na Casa Espírita que desenvolvem determinada atividade em duas horas semanais, o que representa apenas 1,19% das 168 horas que compõem o ciclo de sete dias. Alegam falta de tempo, sem considerar que tempo é uma questão de preferência. A propósito, segundo levantamento do Ibope, o brasileiro vê televisão por cinco horas e meia, em média, diariamente, o que representa 22,91% da semana.
E você sabe, leitor amigo, que nossa televisão não é das mais edificantes, principalmente as novelas que ocupam boa parte dessa audiência, a exaltarem o adultério, o sexo promíscuo, a desonestidade, a mentira, a dissolução dos costumes, tomados como padrão de comportamento pelos incautos. Isso sem falar dos programas do tipo Reality Show, de uma indigência intelectual e moral assustadora. Quanto tempo perdido, mal usado, comprometedor, não apenas para os que fazem tais programas, mas também para os telespectadores que recebem estímulos nada edificantes a inspirá-los negativamente!
Hoje, talvez mais do que ontem, repercute como expressão da realidade a observação de Jesus: ?A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros?. A seara tem o tamanho do mundo, com muito serviço em favor dos sofredores de todos os matizes, mas poucos são os que se dispõem a arregaçar as mangas, entregando-se ao serviço. E os que o fazem não raro limitam-se aos míseros 1,19%. Fazem o que querem, sem fazer o muito que podem.
Geralmente imaginamos que as regiões umbralinas, o purgatório descrito por André Luiz, são habitadas por Espíritos que praticaram o mal na Terra, comprometendo-se no crime, na desonestidade, no vício. . . No entanto, basta observar com atenção, principalmente no testemunho de Espíritos que se manifestam nas reuniões mediúnicas, que a população dos sofredores no Umbral é formada, em grande parte, pelos indiferentes, que não acharam tempo nem disposição para o empenho do Bem, para a vinculação a obras filantrópicas.
Lá anda também o pessoal dos 1,19%, de tão reduzido combustível adquirido na lavoura do bem, que não foi suficiente para sustentar bruxuleante vela que lhes possibilitasse encontrar o caminho de saída na escuridão umbralina. É disso que nos fala André Luiz, quando adverte, no livro Nosso lar, psicografia de Chico Xavier: Ó amigos da Terra, quantos de vós podereis evitar o caminho da amargura com o preparo dos campos interiores do coração? Acendei vossas luzes antes de atravessar a grande sombra. Buscai a verdade antes que a verdade vos surpreenda. Suai agora para não chorardes depois.
Seria conveniente avaliar periodicamente a utilização de nosso tempo, perguntando, conforme a observação do mentor espiritual: No investimento em favor do tesouro que as traças e a ferrugem não corroem nem os ladrões roubam, estou fazendo o que posso ou tão somente o que quero?
(Reformador de Fevereiro de 2013 ? Richard Simonetti)
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