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Autor:
carranca

Sanzalando/JCCarranca

As estórias que escrevo. Na maior parte das vezes tem a haver com Angola, meu País.

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Última actualização: 2013-05-17 às 15:22 Yahoo Backlinks Yahoo Backlinks: -
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Últimos posts neste blog:

chuva conta gotas

Publicado: 2013-05-17 às 15:22
Tem chuva parece é conta gotas que existe só para me irritar. Hoje queria deambular a minha saudade de sorriso por entre a areia do zulmarinho, e tem essa chuva de conta gotas a me travar. Eu tenho assim como que sentimentos de estimação para poder te ler os pensamentos como eles são, mas para isso preciso do marulhar desse mar, do perfume maresiado, do vento leve que me despenteia e põe os cabelos sobre os olhos. Essa chuva de conta gotas hoje me tirou esse dom.


Tem chuva de conta gotas que impede o cérebro de pensar com o coração. Hoje tem esse dia e por isso eu hoje vou ser apenasmente, e só, um humano que errou numa qualquer madrugada da vida ao não regar as plantas porque ainda não era primavera.




Sanzalando

azul tempo

Publicado: 2013-05-15 às 15:21
Sopra vento que levanta areia até parece picos a bater nas perna desnudadas desta criança de calções que vagueia neste areal de zulmarinho como se o tempo não tivesse nem idade. Eu sei que quando for grande eu vou ser uma pessoa incrível, companheiro, amigo tudo o que possas imaginar, para o lado bonito da vida. Não vou ser um idiota desses que faz bater o coração e foge parece tem fogo. Vou fazer planos, muitos planos e cumprir um a um como se fossem um conjunto indivisível. E vou-te pedir sempre a opinião, é claro.


Sopra vento no tempo e, já crescido, sem direito de andar de calções parece mal, não tenho direito de nem reclamar por todos os estragos que já fiz e ainda faltarão os que farei.


Perdi, destruí, choraminguei, implorei, implodi, sofri, fiz sofrer, pisei, arranquei os corações que entrei e sequei as lágrimas que fiz chorar.


Sopra o vento e o zulmarinho continua azul e a vida continua a seguir-me ao lado.




Sanzalando

infinitamente caminho

Publicado: 2013-05-14 às 16:22
Deixo que o vento me molde os sonhos enquanto olho o zulmarinho de tantos azuis e penso em palavras que, sozinhas, já não me convencem.


Caminho sem saber para onde vou, se quero ir a algum lado ou não, desamparado de ideias e desacertado de opções. Caminho espelhado em mim, como que vivesse secamente para mim. Aos poucos sinto que vou mudando, às vezes de rumo outras vezes de ideias. Mas não deixo de caminhar, ao vento, junto ao mar, com ideias ou sem elas.


A maresia me diz que nada é constante e nem eu serei bastante para alguém, se não for suficiente para mim. Assim caminho direito ao vento e a olhar o mar.


Moldados os sonhos e já protegido do vento, me deixo embalar no som nostálgico das ondas e me lembro que o infinito é um caminho dos mais lindos que há.




Sanzalando

Desportingamente

Publicado: 2013-05-13 às 17:43
Kota, conta aí no teu filho quando tu choravas porque o teu clube, de vermelho vestido, perdia ou empatava com o rival verde e branco e eu não percebia nada. Mãe dizia tu até nem saías de casa no dia a seguir. Os teus amigos acho esperavam ansiosamente esse dia só mesmo para te instigar até saíres dos carretos que eras nos outros dias.


Kota, conta mesmo como era ser desportista de não sei quantos costados e ainda ter vontade de no fim de semana a seguir encheres o peito e estavas de galo outra vez no poleiro.


Kota, eu sei tu sabias os nomes todos desde a fundação até aos teus dias.


Agora, Kota, o teu filho desconsegue entender o fervor violento, as lágrimas, os cifrões que falam mais alto que todos os chutos, bassulas e raviangas desses estádios vazios.


Kota, conta mesmo neste teu filho que não veste vermelho nem verde e branco, como ele mesmo não entende esta coisa do desportivamente domingado jogado todos os dias da semana.


Obrigado , Kota.




Sanzalando

vento em dia de sol

Publicado: 2013-05-11 às 17:23
Sopra vento em dia de sol que até parece assobia no meu ouvido. Hoje que eu queria silêncio, muito mar, muito azul, muito brilho para olhar, até o ar me engana, passa com barulho.


Hoje que eu queria ouvir os meus pensamentos, o baralhar das minhas palavras e ver os meus sonhos, catalogar as minhas ideias e enterrar os meus fantasmas, está vento que assobia.


Escrevi o meu nome num pedaço de jornal e o vento me tirou da mesa e não sei para onde fui naquele pedaço de papel. Alguém o vai apanhar e vai perguntar o que é isto e não vou poder responder porque eu estou em silêncio num pedaço de papel. Será que o vento vai assobiar mais naquela folha de papel agarrada por duas mãos meigas? Ou vai rasgar o meu nome em pedaços? Além de não ter silêncio ainda tenho dúvidas? Só porque faz vento num dia de sol.




Sanzalando