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otambosi

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Filosofia, política, jornalismo.

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Alô, oposição: o que está em jogo é a democracia.

Publicado: 2010-09-02 às 15:26
Concordo com o apelo feito pelo Coturno Noturno. É preciso que os programas eleitorais dediquem toda a atenção aos graves crimes perpetrados contra líderes oposicionistas, que tiveram seu sigilo fiscal violado. Repito: o que estamos vendo é o desmantelamento do Estado de Direito.


Os eleitores da oposição não querem apenas um depoimento de José Serra no programa eleitoral sobre o crime cometido pela Campanha da Dilma, violando o sigilo da filha do adversário e de dirigentes do PSDB, conforme os jornais estão noticiando. Os eleitores da oposição querem um programa inteiro sobre o tema. Dois programas. Três. O que está em risco não é a eleição. É a democracia.
(. . . )
É preciso que o Brasil faça a sua escolha consciente do que vai acontecer com a nossa democracia. Não se trata mais de programa eleitoral. O que temos agora é uma cruzada em defesa da democracia. Está feito o apelo.

Monica Serra diz que violações de sigilo são típicas de ditaduras e não poupa Dilmaloprada

Publicado: 2010-09-02 às 11:52
Monica quer saber quem são os mandantes desse grave crime. E o secretário da Receita, Ótácílio Cártáxo, não vai voltar pra terrinha? Sai daí, Ótácílio!


Mulher do tucano José Serra, a psicóloga Monica Serra duvida da inocência da petista Dilma Rousseff na violação do sigilo de sua filha, Veronica. Monica diz que não se conformará com a responsabilização de servidores.
"Quero ir até o fim. Quero saber quem é o mandante"

Folha - Como reage à quebra do sigilo de Veronica?
Monica Serra - Coisa de quem não tem família, um atentado à democracia que tanto custou aos brasileiros. Temos uma vida limpa, valores, princípios. E o governo deixa as portas abertas para essa quadrilha banalizando tudo. Todos têm que se sentir ameaçados. Já sofremos com duas ditaduras. [No Chile], vi meu filho, de nove meses, com um cano de arma na cabeça. É isso que fazem as ditaduras. Ameaçam os filhos. O que estão fazendo com a Veronica é para atingir o Zé, me atingir. Peço que deixem minha família em paz.
Segundo o governo, há uma procuração.
Ela desconhece. Vão dizer qualquer coisa. Provem. Isso é um crime. Não vou me conformar em dizer que é uma simples funcionária, coitada. Quem é o mandante?


E o argumento de que há um balcão de compra?
Desculpas estapafúrdias. Você acha que o povo é ingênuo? Estão tratando todo mundo como bobo.


Como havia notícias, nunca suspeitaram de violação?
Quando tem campanha, fazem esse tipo de coisa. Nunca tinha chegado tão longe. Havia ameaças, ouvir dizer. Mas eu não tinha visto.


Sente-se ameaçada?
Eu e o Brasil. As instituições não estão funcionando e querem culpar uma funcionária. Não levam em conta que está acontecendo só com pessoas ligadas ao PSDB. Querem que a gente acredite e dê atestado de quê? Quero respeito com minha família. Não admito uma coisa dessas. Já que as instituições não estão funcionando, vamos admitir que estamos numa ditadura disfarçada.


Acha que a Dilma sabe?
Você espera que se diga "eu não sabia de nada" mais uma vez? Tem que respeitar um pouco os neurônios que as pessoas têm.


Veronica está chateada?
Ela acha isso um absurdo. É vítima de um crime cometido pelo Estado. O Estado tem a posse dos dados dos cidadãos para mantê-los sob sigilo. Não vamos aceitar que banalizem a questão botando a culpa em duas ou três pessoas. Quero ir até o fim. Quero saber quem é o mandante. Isso é o que importa.

Dilmaloprada e seu bicho de estimação

Publicado: 2010-09-02 às 02:50

A campanha suja dos Dilmaloprados

Publicado: 2010-09-02 às 00:37
Se os aloprados da campanha de Dilma Ruimself não estão por trás das violações de sigilo dos tucanos (inclusive da filha do candidato José Serra), então minha avó era uma bicicleta. Aí tem o fedor e o rastro pegajoso dos aloprados petistas, modalidade criminosa engendrada sob o império lulista. Puro banditismo. Como disse uma aluna minha no ano passado (salve, Andrea), nem precisamos de um Chávez.
Ao entender que a campanha de Dilma Rousseff pode estar por trás da quebra de sigilo fiscal de cinco pessoas ligadas ao presidenciável José Serra, entre elas da filha dele, Verônica Serra, a coligação "O Brasil Pode Mais" entrou com ação, nesta quarta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando a petista de uso da máquina pública e abuso de poder político.
A coligação de Serra pede a investigação do caso e a punição dos culpados com base na lei complementar 64 de 1990, que trata dos casos de inelegibilidade. Desta forma, se as acusações forem confirmadas pela investigação da Justiça Eleitoral, Dilma poderia perder o registro de candidatura e - caso seja eleita - ter o mandato de presidente cassado.
A campanha tucana também pede ao TSE investigação contra o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, candidato ao Senado pelo PT, contra os jornalistas Amaury Junior e Luiz Lanzeta, e ainda contra o secretário-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral do órgão, Antônio Carlos Costa D'Avila. (Continua).

Não é a economia, estúpido!

Publicado: 2010-09-01 às 22:59
Lulistas enrustidos e/ou envergonhados - inclusive dentro das universidades - andam espalhando esta estória da carochinha: não há perigo algum se Dilma vencer as eleições, pois ela não mexerá na economia. Ora, ora, que candura! Qual é o idiota que vai mexer em algo que deu certo? Assim como Lula se ajoelhou diante do Plano Real, conquista do governo FHC que ele e seu partido rejeitavam ferozmente, a bolivariana também nada fará contra a estabilidade econômica.


O que ela fará, se por desgraça for eleita, é o que setores do governo Lula já vêm fazendo metodicamente desde o primeiro mandato, às vezes recuando para retornar logo depois: restringir as liberdades e invadir a privacidade dos cidadãos (o exemplo é a Stasi da falecida Alemanha Oriental), grampeando telefones, quebrando os sigilos bancário e fiscal, financiando com dinheiro público a invasão de propriedades etc.


A questão não é econômica, mas de valores - manutenção da ordem jurídica, fortalecimento do Estado de Direito, defesa da democracia, das liberdades e das instituições. Somente olhos cegados pela ideologia (vagamente marxóide) ou tornados míopes pela corrupção não veem que este é o problema central. Invertendo a batida frase popular: "Não é a economia, estúpido".


Estamos, de fato, muito longe das verdadeiras democracias, como Inglaterra e Estados Unidos - onde não há ruptura institucional há mais de dois séculos. Em qualquer desses países, episódios como o da Receita Federal teria derrubado governantes. Lá, a lei e as liberdades são levadas a sério. Aqui, os valores democráticos nunca mereceram muita consideração.