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SPM

BELÉM INTEGRAL

Belenenses, Futebol e desporto.

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Crónica de abertura

Publicado: 2010-08-29 às 17:21
Agora é a sério, começou o nosso campeonato e para início defrontámos uma equipa com pretensões de subida, o Desportivo das Aves. Entrámos bem, e embora o esquema tenho sido idêntico ao do último jogo oficial, tal como os jogadores que alinharam foram os mesmos que defrontaram o Arouca, notaram-se progressos e durante quinze minutos trocámos a bola, que desmarcava alguém numa das pontas e assim criámos perigo e assim inaugurámos o marcador. Um golo que contou com a colaboração dos dois pontas de lança ? Tiago Almeida cruzou rasteiro e forte e Camará aproveitou o ressalto num defesa para marcar.
Naturalmente que o Desportivo das Aves reagiu, mas foi o Belenenses que acabou por dar uma ajudinha que não estava no programa ? Devic, mal colocado, em lugar de tomar a iniciativa do desarme, de tapar a entrada da grande área, não, deixou o adversário passar por sítio proibido (junto à linha de fundo) e aí qualquer contacto é penalty. E foi, foi cartão amarelo, e golo do empate. Não havia meia hora de jogo. Mas o estado de graça dos primeiros minutos já se tinha quebrado, voltámos aos lançamentos longos, sem hipóteses, voltámos a ser pouco esclarecidos.
Segundo tempo a substituição clássica, entrou Miguel Rosa para o meio campo e saiu um dos pontas de lança, Tiago Almeida. Meio campo onde havia Pelé, bom jogador mas sem apoio, recorrendo a iniciativas individuais, já não havia Celestino, lento e a perder bolas que não se podem perder, e também já não havia André Almeida. Com Miguel Rosa o Belenenses reapareceu dominador, mas foi sol de pouca dura. Esperei pela entrada de André Martins à semelhança do que acontecera no último jogo, esperei pela entrada de Luís Carlos, mas para a direita, esperei ver jogar Purovic sozinho lá frente, a fixar os dois centrais, a libertar os flancos para as entradas dos laterais, mas tive apenas a terminação, já não foi mau. Como disse antes, houve progressos e não perdemos. Mas precisamos de ganhar em nossa casa.

Receita do treinador de bancada - há que treinar:

Já disse quase tudo, mas há que treinar os rodopios defensivos para despachar a bola. Quer Barge quer André Pires têm que se habituar a solucionar o problema usando o pior pé. Luís Carlos também se sente pouco á vontade na esquerda. Há que treinar. Os dois jovens pontas de lança têm qualidades, já o afirmei, mas precisam de mais experiência, mais traquejo. Há que treinar a concentração e os reflexos. Quanto a Purovic espero que seja este o ano dos seus golos de cabeça. Há que treinar os cruzamentos.

Resultado final: Belenenses 1 ? Desportivo das Aves 1


Saudações azuis

Aquilo que se vê e aquilo que se sabe

Publicado: 2010-08-29 às 00:56
Vi um Setúbal manhoso e um Zé Pedro tristonho, vi um Lima eufórico a marcar golos em Sevilha, vi um Porto de dificuldades a corrigir-se, vi um Hulk certeiro a marcar golos de livre! Querem ver que o Villas Boas consegue desbastar (e amestrar) o rapaz! Não será fácil. Vi o Sporting fazer a remontada e gostei da postura do Paulo Sérgio. Vi um país preocupado com o Benfica, parecia até que a Pátria não tinha guarda-redes! Mas qual é o problema, compra-se outro, o Benfica tem crédito ilimitado, não depende de agências de rating, não tem que apertar o cinto, o Benfica é rico, nós é que somos pobres. Assim funcionam os países de raiz soviética, a nomenclatura bate-se com caviar, a populaça come frango de refugo, uma vez por semana. É para quem gosta e os portugueses gostam. Por isso vi, vejo todos os dias, o desenrolar do processo bolchevique contra Queiroz, o desgraçado que se atravessou no caminho dos secretários do poder, que desconsiderou as análises, ou afrontou, sem medir consequências, os deuses associativos, a quem devemos obediência e gratidão. O dilema coloca-se ? a forca ou o regresso (de mãos a abanar) a Manchester onde já foi feliz um dia.
Vi tudo isto em pouco tempo e espero ver amanhã (hoje, porque já passa da meia noite) a primeira vitória do meu clube. É no Restelo, pela manhã, contra o Desportivo das Aves.

Saudações azuis

Belenenses com bola

Publicado: 2010-08-26 às 14:01
A coisa está-se a compor, e nestes últimos dias chegaram jogadores que por certo irão estabilizar a equipa, dar-lhe outro fôlego e outras ambições. Aguardemos, portanto. Mas o tema deste postal, continuação do último, continuação de todos os que escrevi, diz respeito a uma alteração de fundo na mentalidade do futebol azul. Eu sei que o futebol moderno é mais exigente, especialmente em termos físicos, mas continua a ser um jogo simples. A diferença entre as equipas mantém-se, umas jogam para ganhar e as outras para não perder. Ora o Belenenses pertenceu durante muito tempo ao primeiro grupo, os jogadores que envergavam aquela camisola já sabiam que era assim e jogavam em conformidade, os sócios não admitiam outra postura na equipa. Fosse contra quem fosse. Os tempos mudaram e fomos perdendo esse estatuto. Dentro do campo e fora dele. Lembro-me bem que antes de nos rendermos às evidências, o meio campo do Belenenses ainda tinha bola, ainda empurrava a equipa para a frente. Depois lá na frente já não tínhamos, por termos vendido à concorrência (primeiro o Yaúca, depois o Peres), os jogadores que faziam a diferença no marcador, ou seja, nas vitórias e nas derrotas. Mas esses tempos, como disse, foram os últimos em que fomos uma equipa de ataque, com o Adelino a cavalgar o meio campo entre fintas e zigue zagues que consolavam os adeptos. Tudo isso acabou e este postal não pretende ser saudosista (se calhar está a sê-lo!) pretende apenas transmitir uma ideia de recomeço, temos de regressar a essa mentalidade, temos que voltar a dominar os jogos, e para isso acontecer precisamos de jogadores de meio campo com alguma qualidade, que saibam segurar a bola, para que a equipa possa respirar, para que a defesa possa então subir no terreno, para enfim criarmos mais oportunidades de golo. Depois marcá-los é outra história, porque para voltarmos a ter os jogadores que resolvem, vamos ter que recuperar o terreno e o território que já tivemos. Vai demorar o seu tempo mas é esse o único caminho.

Saudações azuis. . Post-Scriptum: Enquanto escrevia este postal ía-me lembrando do Azeez, um jogador que sabe pisar aqueles terrenos, mas a respeito do qual parecem confirmar-se os piores cenários, poderá estar de novo lesionado! Esperemos que tudo se resolva pelo melhor, para o jogador, evidentemente.

Empate no Restelo

Publicado: 2010-08-23 às 01:11
Cadeiras limpas, speaker comedido, bluecard no bolso, e vamos lá conversar sobre este empate entre Belenenses e Arouca (1-1) para a Taça da Liga. A situação das duas equipas era diferente ? o Belenenses já estava eliminado, ía cumprir calendário, enquanto o Arouca ainda lutava pela qualificação, que acabou por conseguir.
Sobre o jogo digo o seguinte: na primeira parte jogámos com os ex-juniores à excepção de quatro jogadores ? o guarda-redes Semmler, o Barge (defesa direito), o Devic (central), e o Celestino (médio). Mas o problema desta equipa durante a primeira parte, não foi propriamente a juventude, o problema desta equipa foi a falta de organização de jogo. Melhor dito, a falta de organizadores de jogo pois nem Celestino, nem Pelé, nem André Almeida, são jogadores para nos resolverem o problema do meio campo. Servem para ajudar os organizadores de jogo que de facto entraram na segunda parte ? o rapaz do Benfica e o rapazinho do Sporting. E a partir daí passámos a ter bola e retirámos a iniciativa ao adversário. Um aparte - nós também lá temos um jogador deste tipo, é o Azeez, mas, infelizmente, está sempre lesionado.
Para além da entrada de Miguel Rosa e André Martins, Rui Gregório retirou um dos pontas de lança (Tiago Almeida) e meteu um ala (Luís Carlos) abrindo assim a frente de ataque. E as coisas melhoraram. Sacudimos o domínio do Arouca e especialmente depois do empate (um golão de Celestino!) começámos a pressionar o adversário que acabou o jogo a queimar tempo, na tentativa de segurar o empate, que pelos vistos lhe servia.
Esta é a minha visão dos acontecimentos, pelo menos para já, enquanto esperamos pelos reforços, (três deles estavam sentados perto de mim) para dar um maior equilíbrio e consistência à equipa, que como sabemos, terá que se bater com uma maioria de equipas do norte, equipas experientes e habituadas à competitividade da segunda Liga.

Saudações azuis

Uma questão de coragem

Publicado: 2010-08-21 às 17:51
Por falta de coragem inventaram um folhetim para correr com o Queiroz. Primeiro desvalorizaram o Scolari, o Queiroz era o melhor do mundo, mas porque o homem não conseguiu trazer a taça, para safar o governo, para comemorar o centenário, e prolongar (até à eternidade) o mandato do Madaíl, descobriram que é timorato, que não serve os fins em vista, e lembraram-se de uma trica esquecida, sim, esquecida, porque se tivéssemos ido à final na África do Sul, ninguém mais se lembrava para onde o Queiroz tinha mandado o outro! Esta é que é a verdade.
E agora temos uma situação ridícula que define a república: - questões de lana-caprina a alcandorarem-se a razões de estado com prejuizo directo para o próprio estado. A selecção afinal só interessa se der votos, ou se for biombo para alguma manigância. Como aquela a que assistimos - um exercício de justiça a fingir que a justiça existe!

Também há falta de coragem nos incêndios, não dos bombeiros que lá andam, mas dos dois partidos de governo. Em lugar de cerrarem fileiras para resolverem um problema nacional, queimam o tempo num jogo estatístico curioso, numa espécie de Benfica-Sporting ? a minha área ardida é menor que a tua! Não há melhor convite para o terrorismo incendiário! É dos livros. Não, não estou a falar daqueles bêbados ou frustrados que acendem o fósforo, estou a referir-me a quem os manda atear o fogo. Compreendido!

Coragem teve a Direcção do Belenenses ao enfrentar o problema das piscinas. Estou á vontade no tema, pois ao longo destes cinco anos já várias vezes o abordei. Gosto de muito de ter piscinas, se as pudesse ter em bom estado e se não dessem prejuizo. E voltamos ao velho problema do Belenenses, o eclectismo sem futebol na mó de cima. Não dá. Hoje em dia nem com o futebol na mó de cima. E lembrar que as piscinas foram concebidas para ter lucro e, maravilha das maravilhas, aumentar o número de sócios do Belenenses! Lá aumentar, aumentaram, só que usam as piscinas, têm cartão de sócio, mas têm cativo na Luz ou em Alvalade. E se os deixarem, um dia votam o fim do futebol no Belenenses!

Saudações azuis