. . .
José Pinto Correia afirma na sua página do Facebook que o projecto olímpico para 2016 está parado um ano depois de Londres 2012. . . !
E acrescenta: "O projecto olímpico para 2016 tem um ano de vazio. Nada foi definido, nem o pacote financeiro, nem os objectivos para a participação desde que acabaram os Jogos de Londres de 2012. Não há, portanto, nem estratégia, nem modelo de governação. Como é isto possível? Melhor mesmo: como foi isto possível até hoje? E durante quanto mais tempo vai tudo ficar indefinido?"
Aí está o busílis da questão: o pacote financeiro e os objectivos - talvez mais o primeiro que o segundo.
Se o teatro não é subsidiado e não atrai público, dissolve-se a companhia de teatro e vão para o desemprego os seus atores. O mesmo com o bailado. O mesmo com as orquestras de música. Com os museus passa-se algo semelhante. . . Enfim, de facto a cultura é uma coisa e o desporto outra. . . ou vice versa!
Nos Estados Unidos o desporto de rendimento não depende do governo. Novas formas de atraír espectadores, novos métodos para gerarem receitas ou novas estratégias para garantirem patrocinadores são postas a funcionar. . . Daí as ligas fechadas. . .
No dia da sua posse, José Manuel Constantino considerou que o Estado deve «deixar às organizações desportivas o que está no âmbito das suas missões». Verdade! Mas como é possível se as organizações desportivas estão economicamente reféns desse Estado? Mas como é possível se é esse Estado que impõe a maneira dessas organizações funcionarem (veja-se o Regime Jurídico das Federações Desportivas)?
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últimos posts sobre Desporto - Combate
Subsídio-dependência!
Publicado: 2013-05-08 às 22:59 no blog Karate-do.pt
A força da colaboração
Publicado: 2013-04-24 às 23:50 no blog Karate-do.pt
. . .
Segundo o Prof. Sidónio Serpa*, "a ginástica artística portuguesa teve nos últimos anos notável melhoria de resultados internacionais" devido a "um desenvolvimento muito positivo do relacionamento entre os treinadores dos diferentes clubes que assumiram a evolução da sua modalidade como missão comum, criando um ambiente de bom entendimento e de compromisso na colaboração. Foi um acto colectivo de inteligência que, todavia, não é muito habitual no desporto onde a rivalidade desportiva tende a ser prolongada a nível pessoal, e onde os objectivos associados aos resultados individuais ou da equipa geram individualismo no trabalho, por vezes temperado (envenenado?) com deslealdades e falta de desportivismo. " Desenvolvimento esse a que a própria Federação não deve ser alheia. . . nem eventualmente a Associação Portuguesa de Treinadores de Desportos Gímnicos - repare-se que não é uma «Associação Nacional de Treinadores de Ginástica»!
Ainda segundo a sua opinião, "lamentavelmente, encontramos muitos exemplos, no contexto das várias modalidades, que seguem lógicas opostas àquela. Aí observamos que a evolução desportiva, ainda que tenha lugar, não atinge o potencial possível. Verificamos, também, que a própria situação profissional dos treinadores não se consolida como seria benéfico para todos, fruto de um relacionamento que desperdiça a força da comunhão de esforços, estratégias e objectivos. As certezas inflexíveis impeditivas da colaboração resultam de inseguranças pessoais, e o desejo mesquinho de querer ter algum poder no pequeno meio das modalidades e de se destacar entre os pares leva a guerras de grupos e indivíduos que culminam na derrota de todos. A psicologia social há muito demonstrou a elevada probabilidade de percas generalizadas nos jogos em que todos querem ganhar sem colaborar. "
Na senda de Adorno (1963), Parlebas (1969), Villiaumey (1991), Gutiérrez Sanmartín (1995), Lassalle (1997), Olímpio Bento (1999, 2004 e 2005) e de Saint-Martin (2004), que nos mostram uma bivalência do desporto, o Prof. Sidónio Serpa vem agora alertar-nos para este facto: "o desporto, como meio de transmissão de valores, é perfeitamente neutro. Com efeito, tanto pode ter um impacto profundamente positivo na formação moral e cívica dos seus actores, como pode induzir as mais vis abordagens, plenas de egoísmo e desrespeito pelos outros. "
E termina com uma crença: "acredito que a prazo ganham os que se regem pelos valores éticos, mesmo que não figurem no topo da classificação desportiva. "
Esperamos que esta sua crença seja válida. . .
* "A força da colaboração", «A Bola», 23. 04. 2013, p. 32.
Segundo o Prof. Sidónio Serpa*, "a ginástica artística portuguesa teve nos últimos anos notável melhoria de resultados internacionais" devido a "um desenvolvimento muito positivo do relacionamento entre os treinadores dos diferentes clubes que assumiram a evolução da sua modalidade como missão comum, criando um ambiente de bom entendimento e de compromisso na colaboração. Foi um acto colectivo de inteligência que, todavia, não é muito habitual no desporto onde a rivalidade desportiva tende a ser prolongada a nível pessoal, e onde os objectivos associados aos resultados individuais ou da equipa geram individualismo no trabalho, por vezes temperado (envenenado?) com deslealdades e falta de desportivismo. " Desenvolvimento esse a que a própria Federação não deve ser alheia. . . nem eventualmente a Associação Portuguesa de Treinadores de Desportos Gímnicos - repare-se que não é uma «Associação Nacional de Treinadores de Ginástica»!
Ainda segundo a sua opinião, "lamentavelmente, encontramos muitos exemplos, no contexto das várias modalidades, que seguem lógicas opostas àquela. Aí observamos que a evolução desportiva, ainda que tenha lugar, não atinge o potencial possível. Verificamos, também, que a própria situação profissional dos treinadores não se consolida como seria benéfico para todos, fruto de um relacionamento que desperdiça a força da comunhão de esforços, estratégias e objectivos. As certezas inflexíveis impeditivas da colaboração resultam de inseguranças pessoais, e o desejo mesquinho de querer ter algum poder no pequeno meio das modalidades e de se destacar entre os pares leva a guerras de grupos e indivíduos que culminam na derrota de todos. A psicologia social há muito demonstrou a elevada probabilidade de percas generalizadas nos jogos em que todos querem ganhar sem colaborar. "
Na senda de Adorno (1963), Parlebas (1969), Villiaumey (1991), Gutiérrez Sanmartín (1995), Lassalle (1997), Olímpio Bento (1999, 2004 e 2005) e de Saint-Martin (2004), que nos mostram uma bivalência do desporto, o Prof. Sidónio Serpa vem agora alertar-nos para este facto: "o desporto, como meio de transmissão de valores, é perfeitamente neutro. Com efeito, tanto pode ter um impacto profundamente positivo na formação moral e cívica dos seus actores, como pode induzir as mais vis abordagens, plenas de egoísmo e desrespeito pelos outros. "
E termina com uma crença: "acredito que a prazo ganham os que se regem pelos valores éticos, mesmo que não figurem no topo da classificação desportiva. "
Esperamos que esta sua crença seja válida. . .
* "A força da colaboração", «A Bola», 23. 04. 2013, p. 32.
Homenagem aos vencedores do KDT4
Publicado: 2013-04-23 às 23:15 no blog Karate-do.pt
. . .
Embora tardia, aqui fica a minha homenagem aos competidores que, participando pela primeira vez no Karate Demo Team 4, venceram a prova em Montelavar no passado dia 3 de abril, garantindo a sua presença no IBERANIME. Equipa formada por Rute Baptista, Rúben Jacinto, Alberto Cavaleiro e Yúri Inocentes. . .
(p. f. clique no play para ver o vídeo)
O logo da equipa (girl on fire). . .
. . . e a despedida do IBERANIME!
Embora tardia, aqui fica a minha homenagem aos competidores que, participando pela primeira vez no Karate Demo Team 4, venceram a prova em Montelavar no passado dia 3 de abril, garantindo a sua presença no IBERANIME. Equipa formada por Rute Baptista, Rúben Jacinto, Alberto Cavaleiro e Yúri Inocentes. . .
(p. f. clique no play para ver o vídeo)
O logo da equipa (girl on fire). . .
. . . e a despedida do IBERANIME!
O pseudo-verdadeiro
Publicado: 2013-03-31 às 14:38 no blog Karate-do.pt
. . .
Não sou fã de Miguel Esteves Cardoso. Por isso mesmo sou insuspeito! Começo por não perceber porque escreve ?Facebook? e ?Internet? com maiúsculas? (tal como muita gente, tanta gente que às vezes até eu escrevo!) Mas tenho de me curvar perante o seu artigo ?O pseudo-verdadeiro?, publicado no jornal «Público» a 17. 02. 2013, na página 45. Aqui fica na íntegra, porque merece ser lido até ao final!
«Abre-se um jornal ou uma revista; vê-se um anúncio de televisão; vai-se ao Facebook ou ao raio que o parta na Internet e é tudo tão fake que o que mais dói é ser tão aberta e facilmente descobrível ser tão fake.
Sempre foi assim. O que mais horroriza agora é que as pessoas ? os seres humanos com quem contactamos ? não só ecoam a falsidade do que recebem, acriticamente, online, como a prolongam e trazem para a vida real, como se fosse verdade.
?Viste a mentira/hipocrisia/fraude que eu usei para dizer bem, ironicamente, da mentira/hipocrisia/fraude com que pareço andar obcecado, apesar de, presentemente, não estar?? E a resposta não é tanto ?sim? mas ?por onde hei-de eu começar??
Os americanos têm fake como dantes, como J. D. Salinger, se dizia phoney, a fingir. As línguas latinas não têm adjectivos à altura de tal baixeza. Chamamos hipócrita, fraudulenta e armada em carapau de corrida a pessoa que tenta fazer passar-se por quem não é.
Desde as relações públicas às revistas ditas cor-de-rosa tudo é projectado e emitido com um sentimentalismo mentiroso e ignorante, que desconhece a verdade e, através dessa ignorância, atinge a inocência da gula de quem quer comer à custa da curiosidade de quem é incapaz, por preguiça, incompetência e incultura, o que não lhe apetece nem saberia apreciar.
Dantes a hipocrisia era mais sincera: sabia-se o que era dito por ser esperado ou por ser boa educação. Ainda era possível distinguir. Hoje já não é. »
Num blog sobre Karate-d? ou sobre desporto, um post destes? Quais os motivos? Fácil!. . . É só uma questão de fazermos o transfer! Alguns saberão o que quero dizer. . . ou então leiam o livro "Desporto - geometria de equívocos"* do recém eleito Presidente do COP, José Manuel Constantino, que aqui aproveito para saudar publicamente, enviando os meus parabéns, tal como ao Presidente da FNK-P, João Salgado, que integra a sua comissão executiva!
*J. M. Constantino, 2006, "Desporto - geometria de equívocos", Lisboa, Livros Horizonte.
Não sou fã de Miguel Esteves Cardoso. Por isso mesmo sou insuspeito! Começo por não perceber porque escreve ?Facebook? e ?Internet? com maiúsculas? (tal como muita gente, tanta gente que às vezes até eu escrevo!) Mas tenho de me curvar perante o seu artigo ?O pseudo-verdadeiro?, publicado no jornal «Público» a 17. 02. 2013, na página 45. Aqui fica na íntegra, porque merece ser lido até ao final!
«Abre-se um jornal ou uma revista; vê-se um anúncio de televisão; vai-se ao Facebook ou ao raio que o parta na Internet e é tudo tão fake que o que mais dói é ser tão aberta e facilmente descobrível ser tão fake.
Sempre foi assim. O que mais horroriza agora é que as pessoas ? os seres humanos com quem contactamos ? não só ecoam a falsidade do que recebem, acriticamente, online, como a prolongam e trazem para a vida real, como se fosse verdade.
?Viste a mentira/hipocrisia/fraude que eu usei para dizer bem, ironicamente, da mentira/hipocrisia/fraude com que pareço andar obcecado, apesar de, presentemente, não estar?? E a resposta não é tanto ?sim? mas ?por onde hei-de eu começar??
Os americanos têm fake como dantes, como J. D. Salinger, se dizia phoney, a fingir. As línguas latinas não têm adjectivos à altura de tal baixeza. Chamamos hipócrita, fraudulenta e armada em carapau de corrida a pessoa que tenta fazer passar-se por quem não é.
Desde as relações públicas às revistas ditas cor-de-rosa tudo é projectado e emitido com um sentimentalismo mentiroso e ignorante, que desconhece a verdade e, através dessa ignorância, atinge a inocência da gula de quem quer comer à custa da curiosidade de quem é incapaz, por preguiça, incompetência e incultura, o que não lhe apetece nem saberia apreciar.
Dantes a hipocrisia era mais sincera: sabia-se o que era dito por ser esperado ou por ser boa educação. Ainda era possível distinguir. Hoje já não é. »
Num blog sobre Karate-d? ou sobre desporto, um post destes? Quais os motivos? Fácil!. . . É só uma questão de fazermos o transfer! Alguns saberão o que quero dizer. . . ou então leiam o livro "Desporto - geometria de equívocos"* do recém eleito Presidente do COP, José Manuel Constantino, que aqui aproveito para saudar publicamente, enviando os meus parabéns, tal como ao Presidente da FNK-P, João Salgado, que integra a sua comissão executiva!
*J. M. Constantino, 2006, "Desporto - geometria de equívocos", Lisboa, Livros Horizonte.
Uma entrevista...
Publicado: 2013-03-27 às 13:34 no blog Karate-do.pt
. . . «El karate consiste en respetar, no en pegar patadas»
Uma entrevista de Ryoichi Onaga Sensei, Hanshi, 9º Dan de Okinawa G?j?-Ry? Karate-D? (????????), representante da OGKK para a Europa, a "laverdad. es" de Murcia, que apesar de superficial e muito sintética mostra o verdadeiro caminho seguido por este Mestre.
Realçamos aqui apenas dois parágrafos:
-¿Qué es lo más difícil de enseñar?
-La paciencia y la continuidad son dos factores que tienen que estar siempre en la mente de un buen maestro. Son algo fundamental, porque la enseñanza y el karate, desde mi punto de vista, son para toda la vida. Voy a enseñar y a entrenar hasta que mi cuerpo diga que no puede más.
-¿Y de aprender?
-Nos pasamos toda la vida aprendiendo. Entreno yo solo todas las mañanas y siempre aprendo algo nuevo. Un refrán dice que el camino del estudio es infinito, sea la materia o el ámbito que sea, y creo que tiene razón.
Uma entrevista de Ryoichi Onaga Sensei, Hanshi, 9º Dan de Okinawa G?j?-Ry? Karate-D? (????????), representante da OGKK para a Europa, a "laverdad. es" de Murcia, que apesar de superficial e muito sintética mostra o verdadeiro caminho seguido por este Mestre.
Realçamos aqui apenas dois parágrafos:
-¿Qué es lo más difícil de enseñar?
-La paciencia y la continuidad son dos factores que tienen que estar siempre en la mente de un buen maestro. Son algo fundamental, porque la enseñanza y el karate, desde mi punto de vista, son para toda la vida. Voy a enseñar y a entrenar hasta que mi cuerpo diga que no puede más.
-¿Y de aprender?
-Nos pasamos toda la vida aprendiendo. Entreno yo solo todas las mañanas y siempre aprendo algo nuevo. Un refrán dice que el camino del estudio es infinito, sea la materia o el ámbito que sea, y creo que tiene razón.
Demitida do UFC, Cris Cyborg vai para o Invicta FC
Publicado: 2013-02-17 às 19:41 no blog Jiu Jitsu Maringá
Cris Cyborg já sabe qual será o seu destino no retorno ao octógono. Dois dias após ser dispensada do UFC pelo presidente da entidade, Dana White, a lutadora e seu empresário Tito Ortiz anunciaram nesta sexta-feira o ingresso no Invicta FC.
A primeira luta será contra a também brasileira Ediane Gomes, em 5 de abril, no Kansas. Quem vencer o duelo pegará Marloes Coenen, ainda sem data confirmada
Cyborg não luta desde 17 de dezembro de 2011, quando derrotou a japonesa Hiroko Yamanaka após apenas 16 segundos de combate. Pega no antidoping por uso de esteroide, a ex-campeã do Strikeforce foi suspensa por um ano e perdeu o cinturão dos pesos-pena, até 66kg (145 lbs).
O UFC não contava com nenhuma outra mulher na categoria.
A decisão de Dana em demitir Cris Cyborg foi em razão de a lutadora brasileira se recusar a baixar de peso e enfrentar Ronda Rousey pelo título dos pesos-galo, categoria até 61,2kg (135 libras).
Fonte: http://sportv. globo. com/site/eventos/combate/noticia/2013/02/demitida-do-ufc-cris-cyborg-vai-para-o-invicta-fc. html
A primeira luta será contra a também brasileira Ediane Gomes, em 5 de abril, no Kansas. Quem vencer o duelo pegará Marloes Coenen, ainda sem data confirmada
Cyborg não luta desde 17 de dezembro de 2011, quando derrotou a japonesa Hiroko Yamanaka após apenas 16 segundos de combate. Pega no antidoping por uso de esteroide, a ex-campeã do Strikeforce foi suspensa por um ano e perdeu o cinturão dos pesos-pena, até 66kg (145 lbs).
O UFC não contava com nenhuma outra mulher na categoria.
A decisão de Dana em demitir Cris Cyborg foi em razão de a lutadora brasileira se recusar a baixar de peso e enfrentar Ronda Rousey pelo título dos pesos-galo, categoria até 61,2kg (135 libras).
Fonte: http://sportv. globo. com/site/eventos/combate/noticia/2013/02/demitida-do-ufc-cris-cyborg-vai-para-o-invicta-fc. html
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